sábado, 21 de fevereiro de 2009

Navios da emigração Portugal - Brasil


O paquete “ John & Albert “
1887 - 1889

Uma nova aposta para ligar o Porto com os portos do Brasil, foi tentada pelo armador portuense J.H. Andresen, no princípio do ano de 1887. Para o efeito adquiriu em Inglaterra o paquete “John & Albert”, com a finalidade de competir com os armadores do norte da Europa, que exploravam com amiúde frequência a emigração nacional, inicialmente com saídas regulares a partir de Lisboa e mais tarde também de Leixões.
Baptizado com o nome dos filhos, o paquete dispunha de acomodações para 20 passageiros em 1ª classe e para 150 passageiros em 3ª classe. Em oposição aos primeiros paquetes colocados neste tráfego, o “Júlio Diniz” e o “Almeida Garrett”, dos quais já nos ocupamos na postagem referente à Companhia Progresso do Porto, este navio dispunha igualmente de um vasto porão, com considerável capacidade para carga.
A mercadoria a transportar reverlar-se-ia um elemento primordial, aproveitando es excelentes relações com o Brasil, face à elevada importância comercial. E nem a breve existência deste navio, vitima de naufrágio ao fim de 2 anos, abalou a esperança na obtenção de bons resultados nesta delicada empresa. Outros navios do mesmo armador continuaram a levar a bandeira Portuguesa até ao Brasil, estreitando laços de amizade entre os povos de ambos os países.

O "John & Albert" - desenho de José Pardal

Armador : J. H. Andresen, Porto
Cttor.: Austin & Pickersgill, Ltd., Wear Dock, Inglaterra, 1887
ex “Verulam”, (nome previsto, mas não utilizado), 1887-1887
Tonelagens : Tab 1.663.00 toneladas
Comprimentos : Pp 76,20 mt > Boca 11,10 mt
Máquina : 1:Te > 3 cilindros
Naufragou ao largo de Corcubion, Espanha, em 26.06.1889

2 comentários:

Rui Amaro disse...

Reimar
Excelente postagem
Casa J.H.Andresen, que hoje ainda existe no negocio do vinho do Porto,foi pena ter abandonado o sector de armador de navios, que o foi e dos mais importantes e virada para o que hoje se designa "frentex".
Um meu tio-avô foi moço de convés e chegou a oficial praticante nos seus navios e numa derrota a Nova Orleans, devido ao capitão ter falecido, e o imediato não ter coragem de trazar a barca de três mastros para o Porto, foi esse meu tio que se ofereceu para tal, e o consul português investiu-o como capitão da barca, e trouse-a até Vila Nova de Gaia. O Snr. Andresen quis-lhe dar o comando da barca, mas era possivel porque tinha que continuar a estudar e fazer derrotas, até ser promovido a capitão efectivo. Infelizmente com 19 anos faleceu.
Saudações Maritimo Entusiásticas
Rui Amaro

ana claudia disse...

Rui, estou querendo muito saber sobre esses navios afundados na costa brasileira e de preferencia em pernambuco. Ja ouvi falar muito sobre o JH ANDRESEN e fiquei sabendo havia um carregamento de vinho antigo J.H. Andresen, caso possa me informar, favor entrar em contato. Tenho urgencia.
Abraço

emal: mguilherme3@hotmail.com