segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Leixões na rota do turismo!


Escalas de navios em porto no mês de Agosto

Durante este mês sete navios visitaram Leixões, sendo que ainda estão esperados mais três, sobre os quais nos ocuparemos oportunamente.
Chegaram todos praticamente em dias consecutivos, animando o espaço portuário com o característico movimento de turistas saídos para passeios pelo interior, ou simplesmente levados pela descoberta de diversos locais próximo das respectivas estações de passageiros.

No dia 12, regressou o navio de passageiros "Ventura",
vindo precedente de Lisboa e saído com destino a St. Peter Port.

No dia 15, o navio "Sirena", numa segunda escala em Leixões,
veio procedente do porto do Ferrol, saindo com destino a Lisboa

No dia 16, o navio de passageiros "Balmoral",
chegou proveniente da Corunha e saiu com destino ao Funchal

No dia 17, foi ocasião para rever o navio de passageiros "Insignia",
vindo de Lisboa e saído com destino ao porto da Corunha

No dia 18 regressou ao porto o navio de passageiros "Mein Schiff 1",
chegado proveniente de Lisboa e saído com destino a Falmouth

Também no dia 18, voltou o navio de passageiros "Star Legend",
vindo do porto do Ferrol e saído para Lisboa

E no dia 20, regressou igualmente a Leixões o navio "Minerva",
em viagem procedente de Vigo, tendo saído com destino a Lisboa

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

História trágico-marítima (CXCVIII)


Imagens dos naufrágios dos vapores "Kemmel" e "Yellowstone",
em Cabo Verde e em Ponta Delgada, Ilha de S. Miguel, Açores


Características do vapor “Kemmel”
1919 – 1920
Armador: “K” Shipping Co. Ltd., Londres, Inglaterra
Construtor: W. Doxford & Sons, Pallion, Inglaterra, 04.1918
ex “Bullionist”, Angier Brothers, Londres, 1896-1896
ex “Bullionist”, Cayzer, Irvine & Co., Glasgow, 1896-1898
ex “Orange Branch”, Nautilus Steam Co., Sunderland, 1898-1919
Arqueação: Tab 3.460 tons
Dimensões: Pp 103,70 mts - Boca 13,90 mts
Propulsão: 1 motor tripla expansão
Naufragou após encalhe na Ilha de S. Vicente, Cabo Verde, por motivo de fogo a bordo, em 23 de Fevereiro de 1920, quando em viagem de Rosario para Istambul, com um carregamento de carne e farinha.


Características do vapor “Yellowstone”
1918 – 1920
Armador: Governo Americano, São Francisco, 1918-1920
Construtor: Moore & Scott, Oakland, California, 04.1918
ex “War Buoy”, Governo Americano, Oakland, 1918-1918
ex “War Buoy”, Governo Inglês, Londres, 1918-1918
Arqueação: Tab 6.172 tons
Dimensões: Pp 122,70 mts - Boca 16,20 mts
Propulsão: 1 motor de turbina a vapor - 10 m/h
Naufragou após encalhe em Ponta Delgada, Ilha de S. Miguel, Açores, em 16 de Dezembro de 1920, quando em viagem de Roterdão para os Estados Unidos.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

História trágico-marítima (CXCVII)


O naufrágio do "P.L.M."8" próximo à barra do porto de Lisboa

Esta é mais uma notícia retirada das páginas da Ilustração Portuguesa, sobre o encalhe de um vapor francês no Cabo Raso, em 26 de Setembro de 1922, seguindo-se a sua total destruição por acção do mar.
O relato da ocorrência inscrito nas páginas da revista, é perfeitamente elucidativo das causas do sinistro, e obviamente comparável a tantos outros acidentes que tiveram lugar na costa portuguesa, desta feita felizmente sem vitimas.
Porém, merece especial destaque a última imagem publicada na segunda página. Isto porque achei que já tinha visto um pouco de tudo, no que respeita à quantidade de "mirones", nacionais ou estrangeiros, que em circunstancias idênticas nunca abdicaram de presenciar "in loco" a dimensão da tragédia.
Mas, acredito que somente no nosso país seria possível constatar a singularidade dum comerciante, munido dum apetecível barril de vinho, a vender uns copos aos interessados, em pleno local do desastre!

(In revista "Ilustração Portuguesa", Nº 868, de 7 de Outubro de 1922)

Características do vapor "P.L.M. 8"
1917-1922
Armador: Soc. Nationale d'Affretements, Le Havre, França
Construtor: New York Shipbuilding, Camden, New Jersey, Dez., 1915
ex "Virginia", Pocahontas Navigation Inc., Nova Iorque, 1915-1916
ex "Virginia", Harby Steamshipping Inc., Nova Iorque, 1916-1916
ex "Virginia", Gaston, Williams & Wigmore, Wilmington, 1916-1917
Arqueação: Tab 3.552 tons
Dimensões: Pp 97,10 mts - Boca 15,10 mts
Propulsão: 1 motor de tripla expansão - 10,5 m/h
Equipagem: 33 tripulantes

(In revista "Ilustração Portuguesa", Nº 868, de 7 de Outubro de 1922)

domingo, 14 de agosto de 2016

História trágico-marítima (CXCVI)


O naufrágio do rebocador "Rhona"

As notícias publicadas em dois episódios nas páginas da Ilustração Portuguesa, ilustram sem muita necessidade de comentários, o naufrágio do rebocador "Rhona", na barra do Tejo, em local próximo ao farol do Bugio, no final da viagem desde Vila Real de Santo António para Lisboa, onde deveria receber diversas beneficiações. O sinistro ocorreu no dia 9 de Fevereiro de 1923, devido a condições adversas de mar e tempo.
A segunda sequência de imagens sobre o bando precatório realizado dias depois do naufrágio, visando angariar fundos para ser tentado minimizar as enormes carências dos familiares das vitimas, é significativa pelos valores da solidariedade e humanidade demonstrado pela tripulação do salva-vidas, bem como por alguns bombeiros presentes no cortejo, muito provavelmente também eles a viver com imensas dificuldades.

(In "Ilustração Portuguesa", Nº 887, de 17 de Fevereiro de 1923)

Características do rebocador "Rhona"
Armador: Empresa de Minas de S. Domingos
Nº Oficial: N/s - Iic: H.J.M.Q. - Registo: V.R. de Santo António
Construtor: Não identificado, South Shields, Inglaterra, 1897
Arqueação: Tab 182,04 tons - Tal 81,12 tons
Dimensões: Pp 31,85 mts - Boca 6,61 mts - Pontal 2,68 mts
Equipagem: 7 tripulantes

(In "Ilustração Portuguesa", Nº 889, de 3 de Março de 1923)

sábado, 30 de julho de 2016

Leixões na rota do turismo!


Dois regressos e uma primeira escala, fecham o mês de Julho

Navio de passageiros "Thomson Spirit"

No passado dia 28, este navio completou a quarta visita ao porto nos últimos dois meses. Nesta ocasião chegou procedente do porto de Vigo, tendo saído com destino a Lisboa.

Navio de passageiros "Sirena"

Também no dia 28, o mais recente navio da Oceanic Cruises concretizou a primeira escala com este nome em Leixões. Veio proveniente de Lisboa e saiu com destino ao porto da Corunha.

Navio de passageiros "Minerva"

Hoje, dia 30, este navio regressou novamente ao porto, estando já prevista outra visita durante o próximo mês. Desta feita chegou proveniente de Cadiz e saiu, tal como a navio anterior, com destino ao porto da Corunha.

terça-feira, 26 de julho de 2016

História trágico-marítima (CXCV)


O abalroamento e naufrágio do vapor "Cyril", no rio Amazonas

O naufrágio do vapor “Cyril”
Notícias telegráficas ultimamente recebidas pelos Srs. Garland, Laidley & Cª., agentes no Porto da Booth Steam Ship Company, dão como totalmente perdido o vapor inglês “Cyril”, que naufragou no rio Amazonas, no dia 6 do corrente, por ter abalroado com o paquete “Anselm”, ambos pertencentes àquela Companhia.
O “Cyril” acha-se submergido naquele rio, a uma profundidade de 15 braças, ou 90 pés, sendo por conseguinte impossível salvá-lo.
Segundo consta, o paquete “Anselm” retrocedeu para o Pará, a fim de que a tripulação, passageiros e mala do correio, salvos do “Cyril”, possam seguir dali noutro vapor, para Manaus.
O “Anselm” é esperado em Lisboa no dia 28 do corrente, devendo depois ir reparar as avarias sofridas, nos estaleiros de Inglaterra.
(In jornal “Comércio do Porto”, sábado, 9 de Setembro de 1905)

O naufrágio do vapor “Cyril”
Está confirmada, infelizmente, a notícia de ter naufragado, na quarta-feira da semana passada, nos estreitos de Breves, no rio Amazonas, o vapor inglês “Cyril”, por haver abalroado com o paquete inglês “Anselm”, que saíra de Leixões no dia 16 de Agosto, com destino a Pará e Manaus, para onde levava 15 passageiros, 700 toneladas de paralelepípedos e 280 de carga geral (vinho, feijão, etc.). Em Lisboa, porém, embarcaram nele mais passageiros para diferentes portos do Brasil.
O “Cyril”, que saíra de Leixões em 6 daquele mês, também com igual rumo, partira de Manaus em 3 do corrente e era esperado em Lisboa no dia 19 deste mês, tendo sido substituído o respectivo comandante, Sr. Thompson, que ficara doente em Liverpool, pelo capitão Dean. O “Anselm”, que é comandado pelo capitão Kamptorn, devia ter chegado ontem a Manaus.
Segundo consta, a carga do “Cyril”, no valor de cerca de 600.000$000 (francos), era na maior parte borracha. Estava segura em companhias inglesas.
Tanto a tripulação, composta de 102 pessoas, como passageiros e mala do correio foram salvos e recolhidos a bordo do “Anselm”. Ambos os vapores, de grande tonelagem e magnifica construção, pertencem à Booth Steam Ship Company, de que são agentes no Porto os comerciantes Srs. Garland, Laidley & Cª.
Estes senhores aguardam telegramas com pormenores do sinistro.
(In jornal “Comércio do Porto”, Domingo, 10 de Setembro de 1905)

O naufrágio do vapor “Cyril”
Por telegrama recebido pelos Srs. Garland, Laidley & Cª., agentes no Porto da Booth Steam Ship Company, a quem pertencia o vapor inglês “Cyril”, naufragado na quarta-feira da semana passada, no rio Amazonas, entre o Pará e Manaus, sabe-se que o paquete inglês “Anselm”, que abalroara com o “Cyril”, sofreu apenas avarias insignificantes, que não alteraram a sua marcha, devendo sair de Manaus no dia 13 e chegar a Lisboa a 28 do corrente mês.
A fim de se não interromper o serviço regular de navegação, a referida Companhia fez substituir o “Cyril” pelo vapor inglês “Augustin”, que deve partir do Pará no dia 12 e chegar a Lisboa no dia 23 do corrente.
Consequentemente, o paquete inglês “Dominic”, que faz a carreira de Nova Iorque para o Pará e Manaus, vem em lugar do “Augustin”, saindo do Pará em 28 do corrente e esperando-se em Lisboa em 9 de Outubro próximo.
O “Cyril” havia sido construído em Glasgow, em 1883, nos estaleiros de J. Elder & Cª., sendo adquirido, há quatro anos, pela Booth Steam Company, que lhe introduziu importantes melhoramentos, de forma a equipará-lo aos melhores paquetes. Desde então fez quinze viagens entre Liverpool, Havre, Porto, Lisboa e Madeira, para o norte do Brasil, incluindo a última, em que naufragou. Tinha 4.380 toneladas de registo bruto.
Durante a guerra do Transval, de 1900-1902, o “Cyril” foi o vapor preferido para o serviço do governo, conduzindo os oficiais do exército inglês, para a África, sendo então denominado “Hawarden Castle”.
(In jornal “Comércio do Porto”, terça, 12 de Setembro de 1905)

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Leixões na rota do turismo!


Navios de passageiros que repetiram escalas em Julho


O primeiro navio a visitar o porto este mês, no dia 4, foi o "Balmoral", que chegou procedente de Lisboa, tendo continuado a viagem de cruzeiro com destino a Vigo.


No dia 6, voltou ao porto poucos dias depois da primeira visita, o navio de passageiros "Aegean Odyssey". Nesta viagem de cruzeiro cumpriu um itinerário similar ao da viagem anterior, vindo procedente de Lisboa e saído com destino à Corunha.


Em função da grande regularidade de escalas em porto, no dia 7, o "Thomson Spirit" regressou em novo cruzeiro. Em percurso inverso aos demais navios, chegou procedente de Vigo e saiu com destino a Lisboa.


O último navio de passageiros desta série a visitar o porto, foi o "Boudicca", no dia 12, que se encontra ainda a operar junto do mercado de cruzeiros inglês, tendo chegado proveniente de Lisboa e saído com destino a Greenock.