quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

Imagens do dia!


O regresso do paquete "Funchal" a Leixões


De volta ao porto de Leixões, o navio de passageiros "Funchal", encontra-se a realizar uma viagem de cruzeiro entre Falmouth e o Funchal.


Em função da enorme quantidade de passageiros embarcados localmente, para participar no cruzeiro até à "Pérola do Atlântico", e portos a visitar seguidamente, parece confirmar-se em definitivo o interesse em manter o histórico navio a operar no circuito turístico nacional, utilizando para escalas técnicas os dois maiores portos nacionais.


segunda-feira, 11 de Agosto de 2014

O N.R.P. "João Coutinho" (F475)


O adeus às armas!


Encontra-se actualmente no porto de Leixões, onde deverá permanecer até ao próximo dia 13 do corrente, a permeio de uma missão de fiscalização dos espaços marítimos sob jurisdição nacional e salvaguarda da vida humana no mar. Seria uma escala perfeitamente normal, como aconteceu tantas outras vezes, não fosse o caso de Leixões ter sido escolhido como o último porto que o navio visita antes de seguir para desarmamento, a que se seguirá o abate ao efectivo dos navios da Armada.


Lançada à água nos estaleiros alemães da Blohm & Voss, em Hamburgo, a 2 de Maio de 1969, foi o primeiro navio duma série de 6 corvetas construídas sob um projecto original do Engº Naval Rogério d’Oliveira. Foi aumentada ao efectivo da Marinha em 7 de Março de 1970, seguindo para operar nas ex-colónias portuguesas em África, até 1975, ano em que regressa definitivamente ao continente.
O início do desarmamento está previsto para o próximo dia 31 de Agosto, completando 44 anos, 5 meses e 24 dias de um quase permanente serviço operacional, desempenhando um incontável número de missões, nomeadamente de busca e salvamento, vigilância, fiscalização das águas territoriais e ZEE, tendo ainda participado em exercícios nacionais e viagens de instrução.

terça-feira, 5 de Agosto de 2014

O N.T.M. "Creoula" no rio Douro


A campanha Universidade Itinerante do Mar 2014

A Marinha Portuguesa em colaboração com algumas universidades, continua a disponibilizar o navio de treino de mar “Creoula”, para ao nível da formação superior, dar cursos de mar a diversos alunos, sendo que na U.P. garante a equivalência a uma unidade curricular.
Nesta escala no rio Douro, encontravam-se a bordo instruendos a frequentar diversos cursos superiores na Universidade do Porto e na Universidade de Aviles (Espanha).
O período de ocupação do navio neste tipo de actividade estende-se durante o corrente ano até ao mês de Outubro, possibilitando viagens de estudo a jovens de diferentes organizações, cujo mérito prevê o avolumar de conhecimentos e a formação com especializações na área marítima.

O "Creoula" enquadrado na paisagem da cidade, durante a manhã

Durante a tarde, após as visitas a bordo

E ainda durante a noite

domingo, 3 de Agosto de 2014

Imagens do dia


Navios vistos recentemente (26 de Julho),
no porto de Leixões

O "Crystal Serenity", à chegada com denso nevoeiro

O "Crystal Serenity", atracado no terminal de navios de passageiros

O "Crystal Serenity", à saída do porto

O navio porta-contentores "Aurora"

O navio porta-contentores "Wec Brueghel"

E já amanhã no rio Douro, durante uma curta escala,
o N.T.M. "Creoula" deverá ser
condignamente recebido no Porto por uma multidão de curiosos

O "Creoula" atracado no Cais do Terreiro, em visita de cortesia
Foto da Marinha de Guerra Portuguesa

domingo, 27 de Julho de 2014

Op Sail' '76


A operação "Sail" de grandes veleiros em 1976,
nas comemorações do bicentenário da cidade de Boston
2ª Parte

"Dar Pomorza", da Polónia
"Eagle", da Guarda Costeira Americana
"Sagres", o principal embaixador nacional
"Libertad", da Argentina

A operação “Sail”, de 1976, viria a revelar-se num exemplo fantástico de colaboração entre empresas privadas, que em conjunto foram o suporte financeiro da celebração do bicentenário. Deve ser feita justiça aqueles que voluntariamente colaboraram na angariação de fundos, oferecendo o seu tempo e dinheiro para que a operação tivesse sucesso.
É verdadeiramente notável, que um evento desta magnitude pudesse ser executado através da colaboração com um largo número de países, pessoas e organizações. É também o tributo à compreensão internacional revelado através dos participantes, face ao trabalho realizado directamente entre pessoas, ou grupos, oriundos de diferentes partes do globo.
Foi, enfim, o resultado que justificou em pleno o projecto de celebração das comemorações do bicentenário, na tradicionalmente marítima cidade de Boston.

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Op Sail' '76


A operação "Sail" de grandes veleiros em 1976,
nas comemorações do bicentenário da cidade de Boston
1ª Parte

A regata iniciada no porto de Portsmouth, em Inglaterra, com escalas nos portos de Lisboa, Tenerife e Bermuda, propiciou o encontro de veleiros de grandes dimensões, oriundos de cerca de 30 países, no porto americano de Boston, para em conjunto colaborarem nas comemorações do bicentenário da cidade.
Desse evento há registo de algumas imagem dos navios, encabeçados pela fragata americana "Constitution", cuja localização à entrada do porto, serviu para dar as boas-vindas à frota internacional participante nas festividades.

"Constitution"
"Kruzenshtern", da Rússia
"Sir Winston Churchill", de Inglaterra
"Amerigo Vespucci", de Itália

quinta-feira, 10 de Julho de 2014

História trágico-marítima (CXL)


O naufrágio do iate “Valadares 4º”

Naufrágio e mortes
Caminha, 9 de Outubro – O iate “Valadares 4º”, procedente de Lisboa com carga da praça para este porto naufragou na noite passada nas alturas de Vigo, morrendo o mestre e mais quatro tripulantes. Salvaram-se apenas dois tripulantes, de nome Manuel Marques e João Salgado, naturais de Ílhavo.
(In jornal “Comércio do Porto”, terça, 10 de Outubro de 1893)

Identificação do iate “Valadares 4º”
Armador: José Maria Valadares, Caminha
Nº Oficial: N/tem - Iic: H.F.S.J. - Porto de registo: Caminha
Construtor: António José Gonçalves, Caminha, 09.08.1876
Arqueação: Tal 59,01 tons – 167,24 m3
Dimensões: Ff 18,90 mts - Boca 5,90 mts - Pontal 2,40 mts
Propulsão: À vela
Equipagem: 7 tripulantes

Nos jornais de Vigo vêm publicados diversos pormenores acerca do naufrágio deste navio, já referenciado na edição anterior do jornal, conforme notícias recebidas de Caminha.
O iate, arrastado pela corrente, e quando com mais fúria se desencadeava o temporal, foi de encontro às rochas das ilhas Cies, ficando despedaçado e desaparecendo imediatamente.
Eram 2 horas e meia da madrugada de Domingo. As ondas batiam com tremendo fragor nos penhascos da costa, e dos tripulantes do “Valadares 4º”, só dois restavam vivos. Um deles fôra lançado pelo mar sobre terra firme, mas o outro ficara metido entre os rochedos, com o corpo magoado, e sem poder fazer o mais insignificante movimento.
Quando amanheceu puderam dirigir-se para uma fábrica de conservas que há nas imediações onde se dera o naufrágio, sendo ali socorridos e fornecidos de roupas e depois conduzidos para Vigo.
A tripulação do iate compunha-se do mestre José Marques, de 54 anos de idade, do contra-mestre seu filho Manoel Marques, de 24 anos, e dos marinheiros Edmundo de Paula, António Brígido, António Teixeira e João da Cunha.
Salvou-se este último, que só tem 15 anos de idade, estando muito contundido. O outro que se salvou é o filho do mestre Manoel Marques, que ficou com o corpo muito ferido.
(In jornal “Comércio do Porto”, quarta, 11 de Outubro de 1893)

Na notícia do bota-abaixo deste iate em Caminha, sobre as águas do rio Minho, constata-se ter ocorrido no dia 9 de Agosto de 1876, pelas 5 horas da tarde, apresentando o novo navio 80 palmos de quilha. À sua queda na água, que se efectuou com felicidade, assistiram como sempre acontece em idênticas situações, bastantes espectadores. Esta informação está disponível no jornal “Comércio do Porto”, de Domingo, 13 de Agosto de 1876.