A compra do " Argus "

A notícia no jornal "Público"
Correm rumores pelo país náutico, que a empresa Pascoal & Filhos, de Aveiro, terá adquirido em Aruba o lugre “Polynesia II”, antigo bacalhoeiro “Argus”, que pertenceu à Parceria Geral de Pescarias, de boa memória.
Correm rumores que o caso terá merecido pela empresa Pascoal & Filhos, o direito ao nascimento de um blog “The new quest of the schooner Argus”, que de certa forma esclarece o que a notícia do jornal Público não confirma, mas desde logo adianta.
Correm rumores que a empresa Pascoal & Filhos, terá adquirido recentemente um arrastão, para aumentar a sua frota pesqueira e quase em simultâneo terrenos onde estiveram implantadas as secas do bacalhau, uma das quais a da Soc. Gafanhense.
Correm ainda rumores que a Pascoal & Filhos, é uma empresa sólida, contudo não é do tipo que oferece ordenados chorudos aos empregados e tripulantes dos seus navios, bem pelo contrário.
Para terminar corre também o rumor que a Pascoal & Filhos, esteve na eminência de se juntar a uma empresa Islandesa, cujo país sabemos todos, atravessa uma gravíssima crise financeira.
A contrabalançar estes rumores temos algumas certezas. A da notável recuperação do lugre “Santa Maria Manuela”, que segundo os directores da Pascoal & Filhos, vai rondar os 8 milhões de euros. A alegria incontida pela compra do “Argus”, o alargado regozijo que nos trouxe a notícia divulgada e propagada através da bloguesfera e a imensa satisfação de ver crescer o parque histórico-naval, no que respeita aos navios da faina maior. Apesar de lamentarmos que a recuperação do mesmo possa orçar os 10 ou 12 milhões de euros, porque o navio está actualmente em muito pior estado de conservação, do que estava o “Santa Maria Manuela”. Situação que vai ainda ser agravada, pelo indispensável reboque do navio desde Aruba até Aveiro.
Ficam-nos portanto algumas dúvidas quanto à oportunidade da compra, em que a Pascoal & Filhos se substitui ao governo do país, já que na nossa modesta opinião deveria ter sido o Estado a comprar o navio. Estado que através da Marinha já apresenta condicionantes, relativamente à capacidade para manter o “Creoula” a navegar, porque está obviamente secundarizado face às reais dificuldades enfrentadas nas missões, que lhes estão oficialmente distribuídas.
Que a minha falta de compreensão sobre o assunto, não seja vista como critica ou falta de sensibilidade. Fiquei tão radiante com a notícia, como todos os amigos que gostam e se esforçam por um Portugal marítimo, que honre nobremente as nossas tradições. Receio é que o dinheiro da Pascoal & Filhos e certamente dos bancos, que vão garantindo estes investimentos se esgote e se percam os navios, num período de assustadora crise, cujo fim está tão longe quanto o horizonte.
Correm rumores que o caso terá merecido pela empresa Pascoal & Filhos, o direito ao nascimento de um blog “The new quest of the schooner Argus”, que de certa forma esclarece o que a notícia do jornal Público não confirma, mas desde logo adianta.
Correm rumores que a empresa Pascoal & Filhos, terá adquirido recentemente um arrastão, para aumentar a sua frota pesqueira e quase em simultâneo terrenos onde estiveram implantadas as secas do bacalhau, uma das quais a da Soc. Gafanhense.
Correm ainda rumores que a Pascoal & Filhos, é uma empresa sólida, contudo não é do tipo que oferece ordenados chorudos aos empregados e tripulantes dos seus navios, bem pelo contrário.
Para terminar corre também o rumor que a Pascoal & Filhos, esteve na eminência de se juntar a uma empresa Islandesa, cujo país sabemos todos, atravessa uma gravíssima crise financeira.
A contrabalançar estes rumores temos algumas certezas. A da notável recuperação do lugre “Santa Maria Manuela”, que segundo os directores da Pascoal & Filhos, vai rondar os 8 milhões de euros. A alegria incontida pela compra do “Argus”, o alargado regozijo que nos trouxe a notícia divulgada e propagada através da bloguesfera e a imensa satisfação de ver crescer o parque histórico-naval, no que respeita aos navios da faina maior. Apesar de lamentarmos que a recuperação do mesmo possa orçar os 10 ou 12 milhões de euros, porque o navio está actualmente em muito pior estado de conservação, do que estava o “Santa Maria Manuela”. Situação que vai ainda ser agravada, pelo indispensável reboque do navio desde Aruba até Aveiro.
Ficam-nos portanto algumas dúvidas quanto à oportunidade da compra, em que a Pascoal & Filhos se substitui ao governo do país, já que na nossa modesta opinião deveria ter sido o Estado a comprar o navio. Estado que através da Marinha já apresenta condicionantes, relativamente à capacidade para manter o “Creoula” a navegar, porque está obviamente secundarizado face às reais dificuldades enfrentadas nas missões, que lhes estão oficialmente distribuídas.
Que a minha falta de compreensão sobre o assunto, não seja vista como critica ou falta de sensibilidade. Fiquei tão radiante com a notícia, como todos os amigos que gostam e se esforçam por um Portugal marítimo, que honre nobremente as nossas tradições. Receio é que o dinheiro da Pascoal & Filhos e certamente dos bancos, que vão garantindo estes investimentos se esgote e se percam os navios, num período de assustadora crise, cujo fim está tão longe quanto o horizonte.