Dois molhes “Douro”, um farolim de latão
e um pirilampo na Igreja de S. João
e um pirilampo na Igreja de S. João
Acho que pela primeira vez estou de acordo com o Engº Mário “jamais” Lino, desde que ele tomou posse no governo Sócrates, como Ministro das Obras Públicas. Porque está certo quanto às dificuldades encontradas para concretizar a obra, em pleno espaço marítimo, sujeita às mais adversas condições climatéricas. E pelo mesmo motivo os atrasos, o natural alargar do prazo necessário para dar os trabalhos por concluídos e daí o já antecipado considerável aumento da despesa. Percorri hoje o molhe norte, no meio de grande quantidade de curiosos e de alguns pescadores, que não perderam a oportunidade de explorar os novos pontos de pesca.

Hoje foi dia de grande movimento no molhe norte

O novo farol no molhe sul
À entrada do cais, uma placa envergonhada avisa “Perigo de morte”. Por acaso li e sei que foi posta lá, porque em dias de vento forte ou mar violento, o molhe pode transformar-se numa ratoeira para incautos e atrevidos. Apesar de manter a opinião que o molhe podia ter mais alguns metros, achei a construção e a forma de bloqueio das águas muito interessante. Dou igualmente um parecer favorável à construção dos molhes, porque a barra está melhor agora e só lamento que esta empreitada não tenha sido feita pelo menos 50 anos antes, pois certamente ainda existiria algum tráfego fluvial. Tudo isto com a enorme vantagem de a partir de agora, se poder pensar num Douro a ser aberto à navegação comercial até Espanha, com as vantagens que poderão vir a usufruir todos os interessados residentes em pleno interior ibérico, de ambos os lados da fronteira.

O novo farol do molhe norte

O molhe construído em planos sobrepostos
Como sempre acontece, no melhor pano cai a nódoa. Sobre as luzes que sinalizam o enfiamento de entrada da nova barra, não achei lógica a localização do farolim pirilampo na Igreja de S. João da Foz, como não gostei do farolim plantado em pleno cais, próximo à meia-laranja, quase em frente ao monumento ali erigido em homenagem a Raúl Brandão. Realmente o escritor, depois do dinheiro gasto nos molhes, bem podia estar em melhor companhia.
