sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O iate "Pontual"


O iate motor “ Pontual “
1946 - 1950
Arm.: Sociedade de Transportes Bata, Lda.

O “Pontual” após a cerimónia do bota-abaixo
Foto do blog “O Carioca da Vila” - Vila do Conde

Nº Of.: C-134 > Iic.: C.S.T.C. > Local de registo : Porto
Cttor.: Jeremias Martins Novais, Vila do Conde, 1946
Arqueação : Tab 152,25 to > Tal 106,19 to > Porte 200 to
Cpmts.: Ff 30,52 mt > Pp 27,15 mt > Bc 7,26 mt > Ptl 3,05 mt
Máq.: Atlas-Polar, Suécia, 1945 > 1:Sd > 130 Bhp >
Equipagem : 8 tripulantes
Naufragou por motivo de encalhe, a 12 de Outubro de 1950, conforme relato no jornal "O Comércio do Porto", como segue :

Cerca das 4 horas, encalhou nas rochas, no sítio da Fonte Santa, sete quilómetros a Norte da Foz do Arelho e a uns 30 do Cabo Carboeiro, o iate à vela com motor auxiliar “Pontual”, que navegava do Porto para Setúbal, onde ia carregar sal. O nevoeiro era cerrado e a bússola avariara-se, o que deu motivo ao sinistro.
Devido à violência da colisão, os tripulantes foram cuspidos, caindo sobre as rochas, supondo-se, a princípio, que um deles, o contra-mestre tivesse sido levado pelas ondas, o que felizmente não se verificou, pois sucedera, apenas, que ele fora cair a alguma distância dos companheiros. A Guarda-Fiscal prontamente prestou auxílio aos náufragos.
O comandante da delegação marítima da Nazaré, ao ter conhecimento do encalhe, deu ordem, pelo telefone, para que, de S. Martinho do Porto, saísse, sem demora, o salva-vidas governado pelo arrais João Rangel. Em consequência porém, da quantidade de areia amontoada nos carris do salva vidas, este só próximo das 12 horas conseguir tomar o rumo do iate. (!!sic!!)
O barco pode considerar-se perdido, porquanto está bem assente nos rochedos e a ser batido pelas vagas, estas deverão desmantelá-lo. O “Pontual”, que deslocava 200 toneladas, fora construído, em 1946 em Vila do Conde e pertencia à Empresa de Transportes Bata, de que é sócio o sr. João Baptista de Brito, de Vila Real de Santo António, com escritório na Rua dos Bacalhoeiros, 139 - 2.º dto., em Lisboa. Comandava-o o sr. João Patrício, natural de Portimão e residente em Faro.

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