sexta-feira, 27 de junho de 2008

Companhias Portuguesas - A Componave


Componave - Companhia Portuguesa de Navegação, Lda.
Travessa do Corpo Santo, 10-3ºD.B, Lisboa

" Amisil "

O "Amisil" ex "São Silvares" no rio Douro

22.12.1967/1992 > Nº Of.: I-362 > Iic.: C.S.I.O. > Reg.: Lisboa
Cttor.: Bornholms Makinfabriek, Ronne, Dinamarca, 12.1902
ex “Johannes” (escuna) - A/S Ronne Seilskibs Rd., 1902-1937
ex “Nossa Senhora dos Anjos” - Mutual. Açoriana, 1937-1952
ex “Labrincha” - Labrincha & Filho, Lda., Lisboa, 1952-1958
ex “São Silvares” - Empresa Naveg. Frasil, Lda., 1958-1967
Tonelagens: Tab 377,12 to > Tal 229,14 to > Porte 560 to
Cpmts.: Ff 40,51 mt > Pp 37,78 mt > Bc 8,87 mt > Ptl 3,69 mt
Máquina: Volund, Dk., 1951 > 1:Di > 450 Bhp > Veloc. 8 m/h
Vendido para demolição em Lisboa, durante o ano de 1992.

“Jaimesilva”

O "Jaime Silva" - imagem de autor desconhecido

O "Jaimesilva" em Leixões - foto (c) Rui Amaro

16.10.1970/197? > Nº Of.: A-53 > Iic.: C.S.S.Y. > Reg.: V. Castelo
Construtor.: Francisco Ferreira, Esposende, 1946
ex lugre "Jaime Silva" - Emp.Mar. Jaime Silva, Viana, 1946/1970
Tonelagens: Tab 259,68 > Tal 123,04 to > Porte 370 to
Cpmts.: Ff 41,36 mt > Pp 35,16 mt > Bc 8,64 mt > Ptl 3,72 mt
Máquina: Volund, Dk., 1961 > 1:Di > 330 Bhp > Veloc. 6 m/h
Vendido para Cabo Verde, no segundo lustre dos anos 70, ficando com o nome "Conceição Maria"

" Maricarmem "

O "Maricarmem" em Leixões - imagem (c) Fotomar

24.11.1972/1977 > Nº Of.: I-361 > Iic.: C.S.K.W. > Reg.: Lisboa
Construtor.: Gebroeders Bos, Groningen, Holanda, 1927
ex “Everhard” - R. Kramer, Groningen. Holanda, 1927-1927
ex “Funchalense” – Empresa Naveg. Madeirense, 1927-1952
ex “São Silvestre” – Empresa Naveg. Frasil, Lda., 1952-1972
Tonelagens: Tab 381,89 to > Tal 188,57 to > Porte 500 to
Cpmts.: Ff 45,55 mt > Pp 43,42 mt > Bc 7,05 mt > Ptl 3,23 mt
Máquina: Deutz, Alem, 1927 > 1:Di > 350 Bhp > Veloc. 6 m/h
Naufragou ao largo do Cabo da Gata (Espanha), em 12.1977

" Silmar "

"O Silmar" em Leixões - imagem (c) Fotomar

08.06.1972/1986 > Nº Of.: G-464 > Iic.: C.S.C.H. > Reg.: Lisboa
Construtor.: Companhia União Fabril, Lisboa, 04.1944
ex “São Macário” - Sociedade Geral, Lisboa, 1944-1972
Tonelagens: Tab 1.038,73 to > Tal 772,03 to > Porte 1.221 to
Cpmts.: Ff 66,97 mt > Pp 61,47 mt > Bc 10,83 mt > Ptl 4,09 mt
Máquina: Sulzer, Suiça, 1941 > 1:Di > 500 Bhp > Veloc. 7 m/h
Vendido para demolição em Setúbal, em Março de 1986

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Companhias Portuguesas - A Componave


Componave - Companhia Portuguesa de Navegação, Lda.
Travessa do Corpo Santo, 10-3ºD.B, Lisboa
(continuação)

" Silnauta "

O "Silnauta" em Leixões - imagem (c) Fotomar

24.03.1970/1980 > Nº Of.: I-381 > Iic.: C.S.F.J. > Reg.: Lisboa
Construtor.: Companhia União Fabril, Lisboa, 09.1941
ex “Costeiro Terceiro” - Sociedade Geral, Lisboa, 1941-1970
Tonelagens: Tab 1.212,87 to > Tal 775,36 to > Porte 1.426 to
Cpmts.: Ff 66,96 mt > Pp 62,00 mt > Bc 11,05 mt > Ptl 5,10 mt
Máquina: Sulzer, Suiça, 1939 > 1:Di > 550 Bhp > Veloc. 7 m/h
Verdido à Marcomiso, alterando o nome para “Mar dos Açores”.
Vendido para demolição em Lisboa, durante o ano de 1982.

" Silnave "

O "Silnave" em Leixões - imagem (c) Fotomar

09.01.1970-1982 > Nº Of.: I-380 > Iic.: C.S.E.W. > Reg.: Lisboa
Construtor.: Pasnaes Stoberi & Mek Verk, Noruega, 10.1919
ex “Truma” - O. Dahl, Noruega, 1919-1923
ex “Dva” - ??, Noruega, 1923-1926
ex “Martha” - C. Hannevig, Noruega, 1926-1930
ex “Corvo” - Empresa Insulana de Navegação, 1930-1958
ex “Oscar” - Mutualista Açoriana, Lisboa, 1958-1960
ex “São Silvano” – Empresa Naveg. Frasil, Lda., 1960-1969
Tonelagens: Tab 740,49 to > Tal 372,86 to > Porte 1.097 to
Cpmts.: Ff 60,03 mt > Pp 55,77 mt > Bc 9,26 mt > Ptl 3,97 mt
Máq.: Man, Alemanha, 1962 > 1:Di > 1.090 Bhp > Veloc. 8 m/h.
Vendido para demolição em Alhos Vedros, a 15.12.1982.

" Silvamar "

O "Silvamar" em Leixões - imagem (c) Fotomar

17.12.1969/1977 > Nº Of.: B-292 > Iic.: C.S.M.N. > Reg.: F. da Foz
Construtor.: José da Silva Lapa, Vila Nova de Gaia, 1919
ex “Luzitânia” - Comp. Port. de Pesca, F. da Foz, 1919-1933
ex “Lusitânia 3º” - Comp. Port. Pesca, F. da Foz, 1933-1950
ex “Terra Nova” - Comp. Port. Pesca, F. da Foz, 1950-1969
Tonelagens: Tab 428,02 to > Tal 246,35 to > Porte 500 to
Cpmts.: Ff 43,58 mt > Pp 39,56 mt > Bc 9,30 mt > Ptl 3,64 mt
Máquina: Benz, Alemanha, 1939 > 1:Di > 350 Bhp > Veloc. 7 m/h.
Vendido para demolição no Seixal, em Fevereiro de 1977.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Navios Portugueses


" Cidade do Porto "

Registado como barca (4 mastros) na Alemanha, escuna (4 e depois 6 mastros) nos Estados Unidos e lugre em Portugal, foi construído na Escócia sob encomenda de um armador Alemão, com características semelhantes aos grandes veleiros do início do século XX, postos a navegar entre a Europa e o Chile, naquela que ficou conhecida por rota dos nitratos. Terão pensado à época que a robustez da construção, traria benefícios e eficácia na sempre difícil passagem pelo Horn, todavia as grandes dimensões, uma tripulação numerosa, a manutenção dispendiosa, a dificuldade na obtenção de carga para encher os porões e a concorrência movida pela navegação a vapor, depressa lhes traçaram o fim por se revelarem comercialmente inviáveis.
Por isso não consigo ir além de imaginar, que ser proprietário de um navio deste tipo servia apenas para grangear notabilidade. E previsivelmente dores de cabeça, como resultado dos prejuízos que seguramente iam acumulando. E se é verdade que Alan Villiers afirmou que ninguém melhor do que os portugueses para reconhecerem um bom navio, este caso terá sido provavelmente uma das excepção à regra.

O lugre "Cidade do Porto"

1943-1944 > Iic.: C.S.J.K. > Registo: Capitania do Porto
Construtor: W. Hamilton & Co., Glasgow, Escócia, 03.1904
ex “Hans” - G.J.H. Siemers & Co., Hamburgo, 1904-1922
ex “Mary Dollar” - Robert Dollar Co., S. Francisco, 1922-1935
ex “Tango” - C.A. Watts, ??, 1935-1943
Tlgns.: Tab 3.102,00 to > Tal 2.880,00 to > Porte 2.743 to
Cpmts.: Ff 108,98 m > Pp 102,00 m > Bc 14,34 m > Ptl 8,00 m
Vendido em 1944 à Comissão Reguladora do Comércio de Algodão em Rama, alterou o Iic para C.Q.B.O., ficando registado no porto de Lourenço Marques. Na passagem por Moçambique utilizava 24 tripulantes e navegou ao longo da sua existência exclusivamente à vela. Foi vendido para demolição sem honra e sem glória, durante o ano de 1948.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Companhias Portuguesas - Casimiro Augusto Tavares


Casimiro Augusto Tavares
Praça da República, 36, Setúbal

“Carlos Augusto”

21.01.1964/19?? > Nº Oficial: 519 > Iic.: C.S.H.O. > Reg.: Setúbal
Construtor: Tomaz Francisco Lapa, V.N. de Gaia, 1947
ex “Eduardo Xisto” - Eduardo Beltrão, Lda., 1947-1964 (a)
Tonelagens: Tab 120,62 to > Tal 67,47 to > Porte 176 to
Comprimentos: Pp 26,40 mt > Bc 6,80 mt > Ptl 2,84 mt
Máquina: M.A.N., 1936 > 1:Di > 220 Bhp > Veloc. 8 m/h
(a) Supostamente devido a dificuldades de origem financeira do armador portuense, acreditamos que o navio tenha sido hipotecado pela Caixa Geral de Depósitos, já que o nome do navio aparece no Lloyds ligado à Companhia de Seguros Tranquilidade. A seguradora terá sido portanto a promotora da respectiva venda em hasta pública. Sem rasto após 1973.

O "Carlos Augusto" em Leixões - foto colecção Rui Amaro

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Companhias Portuguesas - Os T.M. do Estado


Os Transportes Marítimos do Estado
Agosto de 1914

Com o início das hostilidades provocadas pela Iª Grande Guerra Mundial, as frotas mercantes dos países envolvidas no conflito viram-se obrigadas a procurar refúgio nos habituais portos de escala, desde que existissem garantias mínimas de segurança. No caso da marinha mercante Alemã, que dispunha de grande quantidade de navios espalhados à volta do mundo, procedeu de imediato à sua parcial imobilização. Em Portugal, por exemplo, encontravam-se 72 navios nos portos do continente, ilhas e colónias, mais 2 navios Austro- Húngaros, sendo que da frota ancorada nesse período, 35 desses navios amarraram em Lisboa. Esperavam através dessa medida escapar às acções da guerra que se avizinhava e que prometia violenta perseguição, movida pelas marinhas dos países aliados. Com os navios parados, foi paralelamente notória a diminuição das frotas de comércio Inglesa, Francesa e Alemã, que viram muitos dos seus navios requisitados pelos respectivos almirantados, colocados a colaborar no esforço de guerra. Essa compreensível decisão serviu em larga escala, uma vez mais, para pôr a descoberto a incapacidade e fragilidade portuguesa para transportar bens essenciais de consumo, tais como carvão, açúcar, trigo, algodão, etc. E, porque à época o país somente dispunha de 33 navios de longo curso a navegar, inadequados ao caudal de mercadorias a transportar, revelaram-se apenas fundamentais pela imperativa necessidade de manter a todo o custo, as ligações marítimas regulares com as ilhas e as colónias.

1915

Inicialmente o governo português propôs-se comprar os navios à Alemanha, tentativa prontamente recusada pelo governo de Berlim. Isto apesar das instruções vindas da Alemanha, que levou à evacuação dos navios e repatriadas parte das respectivas tripulações. Em Dezembro foram estabelecidos contactos com o governo Britânico, que desde cedo revelou enorme interesse na utilização urgente desses mesmos navios. O governo português foi intransigente descartando essa possibilidade. Parece-nos óbvio admitir que o governo teve medo das represálias, que adviriam dum acto deliberadamente provocatório.

17 de Fevereiro de 1916

Chega nova sugestão do governo Inglês, visando a utilização dos navios de forma a suprir as necessidades portuguesas, ficando as rotas a percorrer de comum acordo, conforme discussões a realizar em conjunto pelos governantes de ambos os países. Com o aumento das pressões do governo britânico, o governo Português através da publicação do Decreto Nº 2229, dá-se ao direito de requisitar os 35 navios surtos no porto de Lisboa. No dia seguinte é criada a Comissão Administrativa dos Serviços de Transportes Marítimos, que viria a ficar conhecida como Transportes Marítimos do Estado. A esta rápida mudança de estratégia, segue-se a requisição de todos os navios imobilizados nos portos nacionais. Como seria previsível a Alemanha sentiu-se ultrajada, declarando desde logo guerra a Portugal e exigindo que todos os navios fossem afundados. O governo Português ignora as ameaças. Confirmado o plano de utilização dessa frota, foi arduamente ultrapassada a dificuldade para conseguir tripulações disponíveis para operar todos esses navios.
Por protocolo oficial, a Casa Torlades de Lisboa, actuando como consignatários da companhia Furness, Withy & Co., (regimentada para o efeito pelo governo Inglês), nomeia-os como Agentes com plenos poderes para operar os navios disponíveis, logo que estivessem aptos a navegar ou estivessem reparadas as graves avarias provocadas nos actos de sabotagem, perpetrados pelas tripulações Alemãs desembarcadas. O emprego dos navios era feito através de contratos anuais, viagens singelas ou redondas. Se os navios fizessem escala em portos ingleses, a Furness, Withy & Co. passava a controlar directamente as operações, cabendo-lhes decidir embarcar ou substituir a respectiva equipagem, por tripulações inglesas ou francesas escolhidas pela empresa.

1917 e 1918

Pouco se conhece dos acontecimentos ocorridos durante os anos da guerra, à excepção das lacónicas notícias que apareciam publicadas nos jornais, sob um controle rigoroso da censura, com a informação de que os navios tinham sido inutilizados ou afundados, vitímas de acções de carácter militar.

1919

Aos navios sobreviventes à guerra foram alongados os contratos de fretamento. Já próximo do final do ano começou a devolução dos navios aos Transportes Marítimos do Estado, com excepção daqueles ainda com contractos a decorrer, que permaneceram entre outros tráfegos no transporte de cereais, desde portos no Canadá, para Portugal e outros países europeus.

1921

Contaram-se 39 navios devolvidos à companhia. Nos anos seguintes a gestão danosa da empresa foi aproveitada para dar início e desenvolver as principais companhias portuguesas, casos da Colonial, Nacional, Sociedade Geral e Carregadores Açoreanos. Dos restantes navios aos quais não justificava efectuar reparação adequada, foi facilitada a compra por armadores interessados e os outros vendidos para demolição.

1925

Com o desaparecimento dos Transportes Marítimos do Estado, é digno de realce a importante contribuição destes navios, merendo as suas tripulações rasgados elogios pelos serviços prestados durante os anos da guerra, tanto no interesse do país, como no apoio prestado à França e principalmente à Inglaterra.

Os navios dos T.M.E.

A frota da companhia em regra geral apresentava os cascos pintados de preto, casarios brancos e chaminés pintadas inicialmente de preto (1916/1917) e mais tarde de amarelo (1917/1924). No meio uma faixa branca, com uma ancora azul inclinada a 45 graus, base descaída para a proa dos navios. Nos extremos as iniciais “T” (canto superior esquerdo) e “M” (canto inferior direito). Já na fase final da empresa a letra "M" sobe ao canto superior direito, recebendo por acréscimo a letra "E", no canto inferior direito.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Companhias Portuguesas - Os T.M. do Estado


Transportes Marítimos do Estado
Os navios

" ALENTEJO "

1916/1919 > Nº Oficial: ???-E > Iic.: H.A.L.E. > Registo: Lisboa
Cttor.: Schiffswerft Bremer Vulkan A.G., Vegesack, Alem., 10.1911
ex “Uckermark” – Hamburg-Amerika Linie, Hamb., 1911/1916
Tonelagens: Tab 4.312,24 to > Tal 2.652,06 to
Comprimentos: Pp 121,76 mt > Boca 16,12 mt > Pontal 7,18 mt
Máquina: Bremer Vulkan A.G., 1911 > 1:Te > 2.700 Ihp > 11 m/h
08/1914 - Amarrou em Lisboa
02/1916 - Requisitado pelos TME, é operado pela Furness.
23.09.1917 - Afundado após explosão no porto de Marselha, supostamente devido a sabotagem, quando em sub-contrato temporário com a França. Foi considerado perdido.
1917 - Mandado recuperar pelo governo Francês. Posto a flutuar passa a navegar com bandeira Francesa, nome “Victorieux”. Continuou em serviço operado por J. Puppi durante 4 anos.
07.02.1921 - Perde-se no mar na posição 39º11’N 49º01’W abandonado pela tripulação, com água aberta.

" AMARANTE "

1916/1924 > Nº Oficial: 368-E > Iic.: H.A.M.R. > Registo: Lisboa
Cttor.: Schiffswerft Bremer Vulkan A.G., Vegesack, Alem., 1914
ex “Wurttemberg” - Hamburg-Amerika Linie, Hamb., 1914/1916
Tonelagens : Tab 7.678,00 to > Tal 4.829,99 to
Comprimentos : Pp 142,85 mt > Boca 17,73 mt > Pontal 9,87 mt
Máquina: Bremer Vulkan A.G., 1914 > 1:Te > 4.200 Ihp > 12 m/h
1914 - Amarrou em Lisboa
07/1916 - Requisitado pelos TME, é operado Emp. pela Nacional.
12/1916 - Entra em contrato de fretamento com a Furness, passando a sub-contrato temporário com a França e base em Marselha. A tripulação por falta de condições abandona o navio em França. Recebe tripulação local.
1921 - Findo o contrato é devolvido aos TME.
1924 - Comprado pela Sociedade Geral, mantém o mesmo nome.

" AVEIRO "

1916/1918 > Nº Oficial: 401-E > Iic.: H.B.K.S. > Registo: Lisboa
Cttor.: Flensburger Schiffsbau S.G., Flensburgo, Alem., 03.1894
ex “Harzburg” – D.D.G. Hansa, Bremen, Alemanha, 1894/1904
ex “Naxos” - Deutsche Levante Linie, Hamburgo, 1904/1916
Tonelagens: Tab 2.209,03 to > Tal 1.389,37 to
Comprimentos: Pp 85,15 mt > Boca 12,15 mt > Pontal 6,76 mt
Máquina: Flensburger, 1894 > 1:Te > 1.200 Ihp > 10 m/h
08/1914 - Amarrou em Lisboa
02/1916 - Requisitado pelos TME, cumpre fretamento da Furness.
10.04.1918 - Afundado por submarino a tiros de canhão, no Ionian Sea.
" BARREIRO "

1916/1917 > Nº Oficial: ???-E > Iic.: H.B.A.R. > Registo: Lisboa
Cttor.: Schiffswerft Henry Koch A.G., Lubeca, Alemanha, 08.1911
ex “Lubeck” – O.P.D.R., Oldenburgo, Alemanha, 1911/1916
Tonelagens: Tab 1.737,96 to > Tal 1.054,75 to
Comprimentos: Pp 84,60 mt > Boca 12,00 mt
Máquina: Henry Koch A.G., 1911 > 1:Te > Veloc. 9,5 m/h
08.1914 - Amarrou em Lisboa
02.1916 - Requisitado pelos TME, gerenciamento da Furness.
01.05.1917 - Torpedeado por submarino 4m ao largo de Suances.

" BELÉM "

1916/1917 > Nº Oficial: ???-E > Iic.: H.B.E.L. > Registo: Lisboa
Cttor.: Flensburger Schiffsbau S.G., Flensburgo, Alem., 08.1890
ex “Rhodos” - Deutsche Levante Linie, Hamburgo, 1890/1916
Tonelagens: Tab 1.925,00 to
Comprimentos: Pp 79,30 mt > Boca 11,00 mt
Máquina: Flensburger, 1890 > 1:Te > Veloc. 9 m/h
08/1914 - Amarrou em Lisboa
02/1916 - Requisitado pelos TME, é entregue à Furness.
20.11.1917 - Naufragou por encalhe em Northcott.

" BERLENGA "

1916/1917 > Nº Oficial: ???-E > Iic.: H.B.F.R. > Registo: Lisboa
Construtor: Rickmers A.G., Bremerhaven, Alemanha, 07.08.1901
ex “Sophie Rickmers” – Rickmers Reederei A.G., 1901 /1916
Tonelagens: Tab 3.547,77 to > Tal 2.261,94 to
Comprimentos: Pp 107,70 mt > Boca 13,70 mt > Pontal 7,98 mt
Máquina: Masch. Buckau A.G., 1901 > Veloc. 10 m/h
08/1914 - Amarrou em Lisboa
02/1916 - Requisitado para os TME, foi operado pela Furness.
08.08.1917 - Torpedeado pelo submarino Uc-77 90m a SSW de Ushant.

" BOA VISTA "

1916/1917 > Nº Oficial: ???-E > Iic.: H.B.V.I. > Registo: Lisboa
Cttor.: Thomas Turnbull & Son, Whitby, Inglaterra, 10.1901
ex “Theodor Wille” – H. Diederichsen, Kiel, Alemanha, 1901/1916
Tonelagens: Tab 3.367,00 to > Tal 2.836,00 to
Comprimentos: Pp 107,10 mt > Boca 13,40 mt
Máquina: Inglaterra, 1901 > 1:Te > 8 m/h
08/1914 - Amarrou em Lisboa
02/1916 - Requisitado para os TME, é afretado pela Furness.
21.12.1917 - Torpedeado por submarino 5m a SW da Ilha de Yeu.

" BRAVA "

1916/1918 > Nº Oficial: 397-E > Iic.: N.B.R.A. > Registo: Lisboa
Construtor: Blohm & Voss, Steinweder, Alemanha, 27.05.1893
ex “Rosario“ - Hamburg-Sudamerikanische D.G., 1893/1904
ex “Erich Woerman” - Woerman Linie, Hamburgo, 1904/1907
ex “Togo”, Hamburg-Amerika Linie, Hamburgo, 1907/1916
Tonelagens: Tab 3.183,81 to > Tal 2.055,58 to
Comprimentos: Pp 96,26 mt > Boca 12,25 mt > Pontal 8,23 mt
Máq.: Blohm & Voss, 1893 > 1:Te > 1.300 Ihp > Veloc. 10,5 m/h

08/1914 - Amarrou em C. Verde > 03/1916 - Requisitado para os TME, segue para Inglaterra em contrato com a Furness.
03.09.1918 - Torpedeado por submarino ao largo de Trevose Head, na Cornualha.

Companhias Portuguesas - Os T.M. do Estado


Transportes Marítimos do Estado
(continuação)

" CAMINHA "

1916/1917 > Nº Oficial: ???-E > Iic.: H.C.A.M. > Registo: Lisboa
Cttor: Schiffswerft Neptun A.G., Rostock, Alemanha, 05.1907
ex “Minna Horn” - F. Dampfer (H.C. Horn), Lubeca, 1907/1911
ex “Euripos” - Deutsche Levante Linie, Hamburgo, 1911/1916
Tonelagens: Tab 2.763,00 to > Tal 1.747,00 to
Comprimentos: Pp 89,60 mt > Boca 13,30 mt
Máquina: Neptun A.G., 1907 > 1:Te > Veloc. 9,5 m/h
1914 - Amarrou em Lisboa > 02/1916 - Requisitado para os TME.
10/1916 - Entregue à Furness, sub-contrato com o gov. Francês.
07.04.1917 - Torpedeado pelo submarino UC-37 30m a SSW de Cabo Ferrat.


" CASCAIS "

1916/1916 > Nº Oficial: ???-E > Iic.: H.C.A.S. > Registo: Lisboa
Cttor.: Grangemouth Dockyard, Grangemouth, Inglat., 02.1899
ex “ Electra” - D.G. Neptun, Bremen, Alemanha, 1899/1916
Tonelagens: Tab 834,57 to > Tal 417,03 to
Comprimentos: Pp 60,30 mt > Boca 9,20 mt > Pontal 4,08 mt
Máquina: Hutson & Co., 1898 > 1:Te > Veloc. 10 m/h
08/1914 - Amarrou em Lisboa > 02/1916 - Req. para os TME.
10/1916 - Entregue à Furness, sub-contrato com o gov. Francês.
17.12.1916 - Afundado por submarino a tiros de canhão, à saída do porto de La Pallice, na posição 45º53’N 01º32’W.

" CÁVADO "

1916/1917 > Nº Oficial: ???-E > Iic.: H.C.A.V. > Registo: Lisboa
Cttor.: Helsingor Vaerft, Elsinore, Dinamarca, 01.10.1895
ex “ Achilles” - D.G. Neptun, Bremen, Alemanha, 1895/1916
Tonelagens: Tab 943,00 to > Tal 580,00 to
Comprimentos: Pp 61,10 mt > Boca 8,70 mt > Pontal 5,85 mt
Máquina: Helsingor, 1895 > 1:Te > Veloc. 9 m/h
08/1914 - Amarrou em Lisboa > 02.1916 - Requisit. para os TME.
10.1916 - Passa a ser operado pela Furness.
16.11.1917 - Naufragou após abalroamento ao largo de Dover.

" COIMBRA "

1916/1925 > Nº Oficial: 370-E > Iic.: H.C.O.I. > Registo: Lisboa
Cttor.: Schiffswerft Neptun A.G., Rostock, Alemanha, 10.1913
ex “Antares” – D.G. Argo, Bremen, 1913/1916
Tonelagens: Tab 2.512,00 to > Tal 1.529,00 to
Comprimentos: Pp 100,37 mt > Boca 14,05 mt > Pontal 5,73 mt
Máquina: Neptun A.G., 1913 > 1:Te > 1.870 Ihp > Veloc. 11 m/h
08.1914 - Amarrou em Lisboa > 02.1916 - Requisit. para os TME.
1925 - Transferido para a Armada, sendo utilizado como transporte. Alterou o nome para “Pero de Alenquer”.
1928 - Devolvido aos TME.
1929 - Comprado pela Companhia Navegação Carregadores Açoreanos, manteve o mesmo nome.

" CONGO "

1916/1924 > Nº Oficial: 385-E > Iic.: H.C.O.N. > Registo: Lisboa
Cttor.: Flensburger Schiffsbau S.G., Flensburgo, Alemanha, 1905
ex “Ingraban” – Chinesische K.G. (Menzell), Hamb., 1905/1916
Tonelagens: Tab 3.077,04 to > Tal 2.354,56 to
Comprimentos: Pp 91,67 mt > Boca 13,81 mt > Pontal 7,95 mt
Máq.: Flensburger S.G., 1905 > 1:Te > 1.100 Ihp > Veloc. 9 m/h
08.1914 - Amarrou em Lisboa > 02.1916 - Requisitado pelos TME.
1924 - Vendido à Empresa Nacional de Navegação. Manteve o mesmo nome.

" CUNENE "
(Navio gémeo do Inhambane e do Machico)

1916/1924 > Nº Oficial: 366-E > Iic.: H.C.U.N. > Registo: Lisboa
ex “Adelaide” – Deutsche Australische D.G., Hamb., 1911/1916
Cttor.: Flensburger Schiffsbau S.G., Flensburgo, Alemanha, 1911
Tonelagens: Tab 5.897,78 to > Tal 3.711,60 to
Comprimentos: Pp 136,98 mt > Boca 17,74 mt > Pontal 8,14 mt
Máq.: Flensburger, 1911 > 1:Te > 4.000 Ihp > Veloc. 10,5 m/h
08.1914 - Amarrou em Luanda > 02.1916 - Requisit. para os TME.
10.1916 - Entregue à Furness > 1919 - Devolvido aos TME.
1924 - Vendido à Sociedade Geral. Manteve o mesmo nome.

" DAMÃO"

1916/1918 > Nº Oficial: ???-E > Iic.: H.D.A.M. > Registo: Lisboa
Cttor.: Swan Hunter W.R., Low Walker, Inglaterra, 08.1911
ex “Brisbane” – Deutsche Australische D.G., Hamb., 1911/1916
Tonelagens: Tab 5.667,72 to > Tal 3.582,25 to
Comprimentos: Pp 135,00 mt > Boca 17,50 mt > Pontal 8,14 mt
Máquina: ??, 1911 > 1:Te > 3.700 Ihp > Veloc. 12,5 m/h
08.1914 - Amarrou em Lisboa > 02.1916 - Requisit. para os TME.
28.04.1918 - Torpedeado por submarino 12m a W de Bardsey.

" DESERTAS "

1916/1921 > Nº Oficial: ???-E > Iic.: H.D.E.T. > Registo: Lisboa
Cttor.: Flensburger Schiffsbau, Flensburgo, Alem., 10.1895
ex “Thekla” - A.G. DDR (Kingsin Linie), Bremen, 1895/1808
ex “Wittenberg” - Norddeutscher Lloyd, Bremen, 1898/1912
ex “Hochfeld” - Continentale Red. A.G., Hamburgo, 1912/1916
Tonelagens: Tab 3.689,00 to > Tal 2.363,00 to
Comprimentos: 108,10 mt > Boca 12,80 mt > Pontal 7,98 mt
Máquina: Flensburger, 1895 > 1:Te > Veloc. 10 m/h
1914 - Amarrou no Funchal > 02.1916 - Requisit. para os TME.
20.11.1916 – Encalha em Aveiro. Recuperado foi posto a flutuar.
1917 – Sofre grande reparação. Muda o nome para “Mendes Barata”. Entregue sob contrato à Furness.
1919 - Devolvido aos TME.
10.1927 - Vendido para demolição em Scheveningen, Holanda.