Interregno
Considero com confessado orgulho, ter tido o privilégio de colaborar com diversos Comandantes desta Companhia. Conheci alguns navios, notei que o equipamento para cargas e descargas estava obsoleto e em determinadas ocasiões até "zangado" e "desobediente", devido à sua constante utilização, prolongada por mais de vinte anos.
Por outro lado, reparei que, duma forma ou outra, a tripulação se desunhava para rentabilizar o trabalho, superando, com carinho familiar, a ausência de modernidade e facilidades, de que agora se desfruta nas unidades de construção recente. Mas, o melhor: ao cimo da escada de portaló dos navios visitados não esqueço o inquestionável prazer de ter sido cumprimentado na minha língua.
Face às últimas notícias, parece estar a acontecer mais um episódio do "deixa arder", porque depois de queimado, constrói-se de novo!!! Só que a febre da inércia e do desinteresse reinante pode levar ao fim duma empresa cujo serviço representa um esforço vital em termos económicos.
Por outro lado, reparei que, duma forma ou outra, a tripulação se desunhava para rentabilizar o trabalho, superando, com carinho familiar, a ausência de modernidade e facilidades, de que agora se desfruta nas unidades de construção recente. Mas, o melhor: ao cimo da escada de portaló dos navios visitados não esqueço o inquestionável prazer de ter sido cumprimentado na minha língua.
Face às últimas notícias, parece estar a acontecer mais um episódio do "deixa arder", porque depois de queimado, constrói-se de novo!!! Só que a febre da inércia e do desinteresse reinante pode levar ao fim duma empresa cujo serviço representa um esforço vital em termos económicos.
E se a chama da pequena lamparina, que às vezes aparece no fundo do túnel, se apaga? E se este interregno, tal como o habitual provisório, se transforma em definitivo?
Dos navios da Companhia, presença constante nos portos nacionais, recordo os cascos verdes da cor da bandeira. Ficou o mar, um imenso mar de saudades…
Dos navios da Companhia, presença constante nos portos nacionais, recordo os cascos verdes da cor da bandeira. Ficou o mar, um imenso mar de saudades…
" GALP AVEIRO "
1990 - 2005
1990 - 2005
O "Galp Aveiro" - desenho de Luís Filipe Silva
Navio-tanque > Registo : Madeira (MAR) > Iic.: C.R.Y.F.
Construtor : Higaki Zosen K.K., Imabari, Japão, 07.1983
ex ”Malacca Express”, Square Rig Shipping, Panamá, 1983-1984
ex “Nordborg”, Square Rig Shipping S.A., Panamá, 1984-1988
ex “Margaletta”, OMS Project Dvlpmt. Ltd., Panamá, 1988-1990
Tonelagens : Tab 3.757 to > Tal 2.093 to > Porte 6.260 to
Cpmts. : Ff 102,59 mt > Pp 95,80 mt > Bc 15,50 mt > Ptl 8,10 mt
Máquina : Mitsubishi, Japão, 1983 > 1:Di > 3.350 Bhp > 13 m/h
Vendido em 2005, mudou o nome para “Aveiro”.
Construtor : Higaki Zosen K.K., Imabari, Japão, 07.1983
ex ”Malacca Express”, Square Rig Shipping, Panamá, 1983-1984
ex “Nordborg”, Square Rig Shipping S.A., Panamá, 1984-1988
ex “Margaletta”, OMS Project Dvlpmt. Ltd., Panamá, 1988-1990
Tonelagens : Tab 3.757 to > Tal 2.093 to > Porte 6.260 to
Cpmts. : Ff 102,59 mt > Pp 95,80 mt > Bc 15,50 mt > Ptl 8,10 mt
Máquina : Mitsubishi, Japão, 1983 > 1:Di > 3.350 Bhp > 13 m/h
Vendido em 2005, mudou o nome para “Aveiro”.
" GALP FARO "
1990 - 2003
1990 - 2003
O "Galp Faro" - desenho de Luís Filipe Silva
Navio-butaneiro > Registo : Madeira (MAR) > Iic.: C.S.B.Q.
Construtor : Joseph L. Meyer, Papenburg, Alemanha, 02.1982
ex ”Gaz Nordsee”, F. A. Detjen GmbH & Co., Hamburgo, 1982-1988
ex “Norgas Traveller”, Labogas VI K/S., Oslo, Noruega, 1988-1990
Tonelagens : Tab 4.899 to > Tal 2.454 to > Porte 5.990 to
Cpmts.: Ff 110,90 mt > Pp 102,01 mt > Bc 15,57 mt > Ptl 10,80 mt
Máquina : B&W, Dinamarca, 1982 > 1:Di > 5.400 Bhp > 14 m/h
Vendido em 2003, mudou o nome para “Virgen del Carmen III”.
Construtor : Joseph L. Meyer, Papenburg, Alemanha, 02.1982
ex ”Gaz Nordsee”, F. A. Detjen GmbH & Co., Hamburgo, 1982-1988
ex “Norgas Traveller”, Labogas VI K/S., Oslo, Noruega, 1988-1990
Tonelagens : Tab 4.899 to > Tal 2.454 to > Porte 5.990 to
Cpmts.: Ff 110,90 mt > Pp 102,01 mt > Bc 15,57 mt > Ptl 10,80 mt
Máquina : B&W, Dinamarca, 1982 > 1:Di > 5.400 Bhp > 14 m/h
Vendido em 2003, mudou o nome para “Virgen del Carmen III”.