domingo, 29 de maio de 2016

Leixões na rota do turismo!


Mais escalas de navios de passageiros em porto

Nos últimos dias deste mês, continuaram as visitas de vários navios de passageiros, sendo que dois deles foram recebidos com tempo instável, principalmente em função da chuva, que a espaços caiu copiosamente.
Por esse motivo, a opção foi não ter realizado a habitual memória fotográfica, no que respeita aos navios "National Geographic Orion" e "Berlin". Porém, lembrando a escala destes navios, registo que ambos estiveram em porto no dia 23. O "National Geographic Orion" chegou procedente de Lisboa e saíu com destino ao porto de Villagarcia de Arosa.
Quanto ao "Berlin", cumprindo um percurso idêntico ao navio anterior, veio também proveniente de Lisboa, para continuar a presente viagem de cruzeiro, com destino ao porto da Corunha.



Entretanto, no dia seguinte, foi possível rever em porto o luxuoso navio de passageiros "Sea Cloud II", que tal como os anteriores cumpriu escala em Lisboa, continuando a navegar para norte, com destino ao porto de Vigo.



O último navio de passageiros desta série a visitar o porto de Leixões, no dia 25, foi o "Nautica", ainda e também procedente de Lisboa, continuando, como vai sendo hábito, a viagem de cruzeiro com destino ao porto da Corunha.

sábado, 21 de maio de 2016

História trágico-marítima (CXCI)


Devido a nevoeiro e agitação do mar, o vapor português “Monte
Brasil” colidiu, a 24 km da costa americana, com o cargueiro “Cape
Martin”, mas há esperanças de salvá-lo. Não se registaram vítimas.

Foto do navio "Monte Brasil" ao largo de Leixões
Imagem de arquivo da Fotomar, Matosinhos

Características do navio português “Monte Brasil”
11.10.1948 - 11.12.1972
Nº Oficial: 940 - Iic: C.S.L.P. - Registo: Ponta Delgada, 11.10.1948
Armador: Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos
Construtor: A. Vuijk & Zonen, Capelle a/d Ijssel, Holanda, 08.1948
Arqueação: Tab 2.394,03 tons - Tal 1.303,35 tons - Pm 3.800 tons
Dimensões: Ff 106,44 mt - Pp 100,44 mt - Bc 14,58 mt - Ptl 5,11 mt
Propulsão: Sulzer Bros., Ltd., 1944 - 1:Di - 3.900 Ihp - Veloc. 14 m/h
Transferido para a Empresa Insulana de Navegação em 11.12.1972
Transferido para a Comp. de Transportes Marítimos em 04.02.1974
Vendido para demolir em Lisboa em 1981. Demolido em Maio, 1982

Nova Iorque, 27 – O navio de carga português, “Monte Brasil”, foi abalroado às 3 horas e 30, ao largo de Atlantic City, Nova Jersey, pelo cargueiro americano “Cape Martin”. A tripulação embarcou nos escaleres. O mar está muito agitado e o nevoeiro torna a visibilidade quase nula. Um navio patrulha de vigilância da costa partiu para o local do acidente. Uma mensagem do “Cape Martin” não fala de vítimas.
Nova Iorque, 27 – Os tripulantes que tinham abandonado o navio de carga português “Monte Brasil”, depois de este ter sido abalroado pelo “Cape Martin”, regressaram a bordo e parece que o navio já não corre perigo. O “Cape Martin” tinha anunciado, esta noite que, depois do abalroamento, o cargueiro português começava a afundar-se. O capitão e os oficiais ficaram a bordo para tentarem salvar o “Monte Brasil”, tarefa que, aparentemente, levaram a bom termo.
Nova Iorque, 27 – Contrariamente às primeiras notícias recebidas nesta cidade, o navio de carga português “Monte Brasil” não se afundou. O capitão esforça-se por mantê-lo a flutuar, ajudado por alguns tripulantes que ficaram a bordo. O cargueiro americano “Cape Martin”, com o qual abalroou, não parece estar em dificuldades.
Atlantic City, 27 – O capitão e alguns oficiais do cargueiro português “Monte Brasil” transmitiram pela rádio que continuavam a bordo do navio danificado na esperança de o salvarem se se pudessem manter até de madrugada. A guarda-costeira citou o capitão como tendo dito que se o navio continuasse a flutuar tentariam alcançar Filadélfia. O cuter “Sassafras” da guarda-costeira, foi enviado para o local do sinistro.
Atlantic City, 27 – Foi a 24 quilómetros da costa de Nova Jersey que se deu o acidente com o navio português “Monte Brasil”. As causas da colisão devem encontrar-se no intenso nevoeiro que fazia naquela zona e na agitação do mar.
(In jornal “Comércio do Porto”, segunda, 28 de Abril de 1952)

Foto do rombo sofrido pelo navio "Monte Brasil"
Imagem da Photoship.Uk
Legenda na foto, como segue:
Chester, P.R., Abril, 28 – Rombo no casco devido a colisão
Trabalhadores do estaleiro local inspeccionam um rombo no casco do lado de estibordo no cargueiro português “Monte Brasil”, depois do mesmo ter dado entrada em doca seca, hoje, na sequência de abalroamento com outro cargueiro. O “Monte Brasil” foi abalroado pelo cargueiro americano “Cape Martin”, a este de Atlantic City, N.J., na madrugada do último sábado. Dois terços da tripulação do “Monte Brasil” abandonaram o navio, mas depois regressaram, conseguindo trazer o cargueiro até este porto, com o auxílio de rebocadores.

Foto do navio americano "Cape Martin"
Imagem da Photoship.Uk

Características do navio americano “Cape Martin”
1944-1975
Nº Oficial: N/t - Iic: K.W.0.1. - Porto de registo: Los Angeles
Armador: United States War Shipping Administration, Los Angeles
Construtor: Consolidated Steel Corp. Ltd., Wilmington, 05.1944
Arqueação: Tab 6.71,00 tons - Tal 3.931,00 tons - Pm 9.000 tons
Dimensões: Ff 127,30 mt - Pp 120,83 mt - Bc 18,31 mt - Pt 7,77 mts
Propulsão: Joshua Hendy Iron Works, Sunnyvale - 2:Tv - 14 m/h
Vendido para demolir à empresa de sucatas Nicolai Joffe Corp., de Richmond, Califórnia, em Abril de 1975

O cargueiro português “Monte Brasil” foi abalroado por um
cargueiro americano, em águas dos Estados Unidos, mas o
capitão tem esperanças de salvá-lo
Nova Iorque, 27 – O navio de carga português “Monte Brasil”, pertencente à Companhia de Navegação Carregadores Açorianos, com carga geral para Lisboa e em rota deste porto para Cuba, onde ia carregar açúcar para o mesmo destino, encontrava-se, na noite passada a 24 quilómetros ao largo de Atlantic City, Nova Jersey, quando, devido ao intenso nevoeiro e à agitação do mar, foi abalroado pelo cargueiro americano “Cape Martin”, de 6.711 toneladas.
As primeiras notícias diziam que o navio se afundara pela popa e que a tripulação saltara para os escaleres. Soube-se, depois, que esta informação não correspondia, felizmente, à verdade: o “Monte Brasil” não só flutuava, como o capitão, sr. Amadeu Calisto Ruivo, se esforçava para conduzi-lo para Filadélfia, com o auxílio de alguns tripulantes, entre eles todos os oficiais, que tinham ficado a bordo.
Este pormenor indicava que outros homens da equipagem haviam abandonado o navio. Efectivamente, nova notícia referia que estes últimos voltaram para bordo, que parecia já não correr perigo.
Partiu para o local um navio patrulha da guarda-costeira – o cuter “Sassafras” – de bordo do qual foi emitido um rádio dizendo que o “Monte Brasil” não estava em risco de se afundar e que o capitão declarara que se o navio se aguentasse tentaria levá-lo para Filadélfia.
Uma comunicação transmitida directamente de bordo do navio sinistrado anunciou, depois, que o capitão e oficiais tinham esperança de salvar a unidade, se pudessem mantê-la a flutuar até de madrugada. Para lhe prestar auxílio, saiu de Nova Iorque um rebocador.
O “Cape Martin” que sofreu alguns danos, vem a caminho deste porto.
(In jornal “O Século”, segunda, 28 de Abril de 1952)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Leixões na rota do turismo!


O regresso do "Silver Whisper" e do "Horizon"

Ontem, dia 18, confirmou-se o regresso ao porto de Leixões destes navios de passageiros, que por cá tem passado com significativa regularidade. Está inclusivamente perspectivado que o "Horizon", volte em novas escalas, no decorrer deste ano.




Fotos do navio de passageiros "Silver Whisper", que chegou a Leixões vindo proveniente de Lisboa, e tendo saído com destino ao porto da Corunha.




Também algumas fotos do navio de passageiros "Horizon", que acompanha o "Silver Whisper" em percurso idêntico, escalando em simultâneo os mesmos portos, neste périplo ibérico.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

História trágico-marítima (CXC)


Acidente à entrada da barra
O encalhe do vapor inglês "Elfstone"

Ontem, cerca das 14 horas, ao entrar a barra o vapor inglês “Elfstone”, auxiliado pelo rebocador “Mars II”, rebentou o cabo de reboque a este último, resultando o vapor guinar um pouco para o sul, correndo sobre as vagas, indo encalhar num banco de areia.

Foto do navio inglês "Elfstone" - Imagem da Photoship.Uk

Características do vapor inglês “Elfstone”
1924-1937
Armador: Crete Shipping Co. (Stelp & Leighton, Ltd.), Londres
Construtor: Swan, Hunter & Wigham Richardson, Ltd., Wallsend, Newcastle, 08.1924 Arqueação: Tab 1.371,00 tons - Tal 791,00 tons
Dimensões: Pp 71,65 mts - Boca 11,00 mts - Pontal 4,65 mts
Propulsão: J. Abernethy & Co., Aberdeen - 1:Te - 3:Ci - 120 Nhp - 9 m/h
Vendido em 1937, mudou o nome para “Mortlake Bank”
1937-1970
Armador: McLiwraith & McEacharn, Ltd., Sydney, Nova Escócia
Conservou as características de origem
Vendido para demolição em Sydney, no primeiros meses de 1970, à empresa Goldfields Metal Traders

Momentos depois, com o auxílio das próprias máquinas e as vagas do mar, conseguiu o vapor desencalhar, entrando no rio Douro, sem mais novidade. Se as vagas, ao deslocar o vapor, o não tivessem feito em direcção ao canal da barra, teríamos a lamentar, de novo, um acidente de maior gravidade, idêntico, talvez, aos dos vapores alemão “Deister” e norueguês “Inga I”, encalhados nas proximidades daquele local.
O navio chegou ao Porto procedente de Barry, na Inglaterra, com carga de carvão.
(In jornal “Comércio do Porto”, sábado,14 de Novembro de 1936)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Histórias do mar português!


O patrão do salva-vidas “Carvalho Araújo” vai ser substituído

Algumas notas biográficas
António Rodrigues Crista, valoroso patrão do Posto de Socorros a Náufragos, de Leixões, foi demitido do cargo que, há três anos, exercia, com zelo e abnegação.
Homem do mar, humilde mas decidido, autentico herói que, muitas vezes, deu provas do seu saber e da sua audácia na missão de vencer as vagas - por vezes alterosas -, pondo a vida em risco para acudir às vidas dos outros em marés de temporal e de perigo, vai deixar o lugar que, acertadamente, lhe fora confiado. A notícia propagou-se, seca, em quatro palavras apenas.
António Rodrigues Crista, aureolado por uma brilhantíssima folha de serviços, não poderia sair do seu posto sem que o público soubesse.
António Rodrigues Crista, que nasceu em Matosinhos e conta 38 anos, está ao serviço do Posto de Socorros a Náufragos, em Leixões, há cerca de 10 anos.
Como tripulante, tomou parte em muitas dezenas de salvamentos, destacando-se entre eles, o da tripulação do lugre dinamarquês “Felix”, naufragado em 1922. No seu salvamento, foi tão notável a acção do pessoal do Posto dos S.N., que o seu patrão, José Rabumba, mereceu do Governo o Colar da Torre e Espada.
Como sota do salva-vidas a remos “Porto”, tomou parte no naufrágio do “Gauss”. Desta vez, o “Porto”, bem como o “Carvalho Araújo”, voltaram-se, tendo morrido seis homens da tripulação. Rodrigues Crista e os restantes companheiros salvaram-se a nado.
Como patrão, destacou-se, especialmente, no naufrágio do “Inga I”, conseguindo trazer no “Carvalho Araújo” os seus 16 tripulantes, que corriam grave perigo.
Por este feito mereceu uma homenagem, no Palácio da Bolsa, onde foi condecorado pelo ministro da Noruega, com a medalha de prata do rei desse mesmo país.
Possui diversos diplomas e medalhas, tendo recebido, ainda, outras recompensas e dinheiro como prémio à sua audácia e ao seu heroísmo.
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Segundo informação recebida, particularmente, está aberto concurso na Capitania de Leixões para preenchimento do lugar citado, caso tenha de haver substituição.
(In jornal “Comércio do Porto”, sexta, 8 de Agosto de 1936)

Rebocador do serviço de pilotagem de Leixões
"Comandante Afonso de Carvalho"
Imagem publicada na imprensa diária.

Um nome, três notícias...
Foram publicadas recentemente no blog duas outras notícias, onde são relatados episódios da vida e da reconhecida competência do arrais do salva-vidas de Leixões, sr. António Rodrigues Crista, já falecido, principalmente nas difíceis circunstâncias em que foi feito o salvamento da tripulação do vapor norueguês "Inga I", na barra do rio Douro.
E não foi um caso isolado!...
Isto porque a notícia, felizmente, não corresponde à realidade dos factos. António Crista não foi demitido, nem despedido, tendo-se mantido por mais dois anos no seu posto de abnegado timoneiro na Estação do Salva-vidas de Leixões, e revelando-se de suprema importância através do seu desempenho no violento temporal que assolou a área portuária, em 27 e 28 de Janeiro de 1937.
Por esse serviço viria a ser novamente condecorado, tanto pelo governo Belga como pelas autoridades nacionais, em função da quantidade de salvamentos realizados às tripulações de diversos navios, que se encontravam em serio risco de naufrágio, tal como se veio a verificar.
António Rodrigues Crista acabou por interromper a sua actividade nos Socorros a Náufragos em 1938, por ter recebido o convite para trabalhar como mestre do rebocador "Comandante Afonso de Carvalho", que pertenceu à Corporação de Pilotos de Leixões, até à sua venda para Inglaterra.
Depois, durante alguns anos, esteve ao leme de duas traineiras, para lhe permitir assegurar o sustento da esposa e filhos, até ao momento em que decidiu não continuar ligado à pesca. Mas mesmo assim, já com idade considerável, ainda regressou ao salva-vidas, secundando um novo arrais, a quem transferia os conhecimentos e a experiência, de muitos anos passados no mar.
Li a notícia e lembrei-me do tempo em que o vi, já com muita idade, com as pernas a carregar o corpo em passos lentos e cansados. Ele foi mais um daqueles homens, entre tantos outros, que compõe a lenda dos heróis deste país...

sábado, 14 de maio de 2016

Leixões na rota do turismo!


A visita ao porto do "Sea Adventurer"

Porque este navio de passageiros não apresenta linhas modernas, falha-me a memória quanto à possibilidade de terem acontecido escalas anteriores à actual, que decorreu durante o dia de hoje.



As fotos acima publicadas registam a passagem do "Sea Adventurer" por Leixões, chegando ao porto esta manhã procedente da Corunha, tendo saído ao final da tarde com destino a Lisboa.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Histórias do mar português!


No mar, em frente a Aveiro, o salva-vidas a motor
“Carvalho Araújo” teve um acidente – Os socorros

Ontem, pela 1 hora e meia da madrugada, entrou no porto de Leixões o vapor de pesca belga “Charles Henri”, conduzindo a reboque o barco salva-vidas “Carvalho Araújo”, que tinha sofrido um acidente por alturas de Aveiro.
Este acidente foi motivado por ter-se ensarilhado no hélice do barco salva-vidas, um cabo que servia de reboque aos nove barcos de pesca de Buarcos, que há tempo, devido ao temporal, tinham arribado a Leixões e que agora eram levados pelo “Carvalho Araújo”, para aquela praia.
O percalço deu-se pelas 5 horas de ante-ontem, estando durante a manhã e parte da tarde sem assistência, tendo por esse motivo de pedir socorro.
Como, por força da agitação do mar, não pudesse sair qualquer embarcação de Aveiro, para o socorrer, pelas 13 horas, um hidro-avião da Base de S. Jacinto levantou vôo seguindo em direcção ao mar à procura de qualquer navio que pudesse prestar auxílio ao salva-vidas “Carvalho Araújo”.

Foto do salva-vidas "Carvalho Araújo"
Imagem da Foto-Mar, Matosinhos

Avistando na sua faina o vapor de pesca belga “Charles Henri”, lançou-lhe uma mensagem acompanhada por uma bóia, a qual, foi apanhada por aquele vapor de pesca, que, imediatamente seguiu para o local que lhe foi indicado, passando um cabo de reboque ao salva-vidas “Carvalho Araújo”, conduziu-o para Leixões.
As tripulações que seguiam nos nove barcos de pesca que o “Carvalho Araújo levava a reboque, por intermédio de um daqueles barcos, passaram-se para bordo do salva-vidas, vindo nele para Leixões, deixando ficar abandonados no mar os referidos barcos que ficaram fundeados.
Quanto à traineira “Santa Rita”, que tinha saído de Leixões em socorro do salva-vidas “Carvalho Araújo”, quando chegou ao local já ele vinha a reboque do vapor de pesca belga, motivo pelo que não foram necessários os seus serviços.
O capitão do vapor de pesca belga Charles Lambregt, declarou às autoridades marítimas não querer nada pelo seu serviço, não só por ter cumprido com a sua obrigação, como ainda, às boas relações existentes entre os dois países.
O vapor de pesca “Charles Henri” é da praça de Ostende, e como nota curiosa pertence à mesma empresa proprietária do vapor de pesca “Konig Albert”, que também em 16 de Outubro de 1934 tinha entrado em Leixões conduzindo a bordo 7 tripulantes de um barco de pesca de Vila do Conde, que tinha naufragado nas alturas de Aveiro.
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O rebocador “Tritão” saiu ontem, pelas 11 horas e meia, de Leixões, levando a bordo as tripulações dos barcos que ficaram abandonados no local do acidente, a fim de, caso ainda fossem encontrados, levá-los a reboque para Buarcos.
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O vapor de pesca “Charles Henri”, depois de ter dado conhecimento do sucedido ao sr. cônsul da Bélgica, que compareceu em Leixões, e ao capitão do porto, seguiu ao seu destino, tendo saído de Leixões pelas 19 horas.
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Este acidente, que alarmou a classe piscatória de Matosinhos, perante os boatos, um tanto desencontrados, felizmente, não teve consequências de maior, dada a rápida intervenção, não só, do hidro-avião da Base de S. Jacinto, que prestou um excelente serviço, como da assistência do referido vapor de pesca, que teve de abandonar a sua faina. (a)
(In jornal “Comércio do Porto”, sexta, 24 de Abril de 1936)

(a) Este acidente na realidade serviu, também, para que fosse identificado pelo comando dos serviços de vigilância da Marinha Portuguesa, uma muito provável actividade de pesca ilegal, nas nossas águas territoriais, por diversos vapores de pesca de nacionalidade Belga. Essa situação foi confirmada através da captura de um vapor encontrado a pescar na zona de Aveiro, logo apreendido e multado de acordo com a legislação em vigor, no decorrer desse mesmo ano.