sábado, 19 de setembro de 2015

O dia do porto de Leixões


Portões abertos!

No dia em que Leixões celebra a passagem de mais um aniversário, o porto abre novamente os portões à restrita área internacional, para que a população possa de algum modo entender os movimentos e o frenesim diário, das muitas centenas de pessoas que ali exercem a sua actividade.


A principal novidade portuária que deverá atrair de sobremaneira o interesse dos visitantes, será a visita ao novo edifício da gare marítima, inaugurado recentemente, que já é um ex-libris da cidade. Porém, a 1ª regata do porto de Leixões, a mostra fotográfica a concurso, a visita a algumas embarcações e uma tarde animada com música para diversos gostos, irão certamente proporcionar momentos agradáveis de convívio e descoberta.
E já agora, um bom fim de semana!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

História trágico-marítima (CLVIII)


O naufrágio do vapor inglês "Antinous"

Vapor encalhado
Salva-se a tripulação – Pormenores
Caminha, 29 – Hoje, cerca das 6 horas e meia da tarde, foram alarmados os habitantes desta vila com os socorros pedidos pela fortaleza da Ínsua para o vapor inglês “Antinous”, com carga de trigo, milho e sabão, que se achava varado junto de Moledo, na praia de Santo Isidro.
Prestados os devidos socorros foi salva toda a tripulação, que se compunha de 28 homens. O vapor vinha da Argentina e dirigia-se a Vigo. Segundo consta, o sinistro foi devido a um engano de barra, por causa do muito nevoeiro que fazia.
A tripulação foi acolhida das residências dos srs. José Batista da Silva e João Martins Rodrigues, residentes em Moledo.
Esperam poder salvar o vapor.
(In jornal “Comércio do Porto”, terça, 31 de Janeiro de 1922)

Desenho de vapor inglês, sem correspondência ao texto

Naufrágio
Viana do Castelo, 30 – Pelas 6 horas da tarde de ontem encalhou ao sul da Ínsua, em Caminha, o vapor inglês “Antinous”, da Egypt & Levant Steam Shipping Co., com um importante carregamento de trigo, milho e sabão, para Vigo. É um navio de 3.681 toneladas e 26 homens de tripulação, que se salvaram.
O capitão, que ficou a bordo, pediu por intermedio do capitão do porto de Caminha, ao Departamento Marítimo do Norte, rebocadores para hoje, na preamar, tentar safar o navio.
O sinistro foi ocasionado por uma avaria na máquina.
(In jornal “Comércio do Porto”, quarta, 1 de Fevereiro de 1922)

Caracteristicas do vapor "Antinous"
1907 - 1921
Armador: Egypt & Levant Steam Shipping, Ltd., Londres
Construtor: Robert Thompson & Sons, Ltd., Southwick, 1907
Arqueação: Tab 3.682,00 tons
Dimensões: Pp 105,60 mts - Boca 15,50 mts
Propulsão: 1 motor de tripla expansão
Equipagem: 26 tripulantes

O vapor inglês encalhado considera-se perdido
Viana do Castelo, 1 – O vapor inglês “Antinous”, do lote de 3,681 toneladas brutas de registo, que na tarde de segunda-feira encalhou na praia de Moledo, considera-se perdido.
Adernou muito e, devido ao milho que transportava ter inchado com a água que entrou nos porões, abriu um enorme rombo.
O vapor é da praça de Londres e procedia de Buenos-Aires e Ramallo, com 5.787 toneladas de milho, com destino a Vigo, Bilbao e outros portos de Espanha. Trazia 30 dias de viagem e era seu comandante Edward P. Fishwick.
Espera-se a chegada de dois rebocadores do Porto, para tentarem o salvamento, se bem que o movimento dos barcos seja muito dificultado pelos baixos da Ínsua.
Todas as roupas dos tripulantes foram retiradas de bordo, assim como um grande número de animais domésticos.
(In jornal “Comércio do Porto”, sexta, 3 de Fevereiro de 1922)

O vapor inglês encalhado
Viana do Castelo, 5 – O mar tem danificado o casco do vapor inglês “Antinous”, que há dias naufragou na praia de Moledo, ao sul de Caminha. Não há probabilidade de ser salvo o casco, que de dia para dia mais se vai enterrando na areia.
A carga, de milho, também se considera perdida.
As roupas e mais haveres da tripulação foram retiradas de bordo.
(In jornal “Comércio do Porto”, terça, 7 de Fevereiro de 1922)

Naufrágio do vapor inglês “Antinous”
Anúncio nº 1133
Até ao meio-dia de quarta-feira, 8 do corrente, recebem-se na rua da Nova Alfândega nº2, desta cidade, propostas para salvamento da carga (milho ensacado) do vapor “Antinous”, assim como do casco ou pertences do mesmo, naufragado ao Sul da Barra do Rio Minho, em frente a Moledo.
As propostas deverão ser apresentadas mencionando separadamente a percentagem de separação da carga da que se relacionar com a salvação do casco ou pertences.
Fica a cargo do proponente a quem fôr adjudicado o serviço de salvação, todas as despesas em que houver de incorrer para tal fim, embora por qualquer motivo de força maior resulte improfícuos os sacrifícios feitos.
Para mais esclarecimentos dirigir-se aos agentes do Lloyd’s Rawes & Cª., à rua acima mencionada.
Porto, 7 de Fevereiro de 1922
(In jornal “Comércio do Porto”, terça, 7 de Fevereiro de 1922)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Leixões na rota do turismo!


Navios que fizeram escala em porto no mês de Setembro

No dia 3, navio de passageiros "Azamara Quest"
Chegado procedente de Bilbao, saiu com destino a Lisboa

No dia 4, navio de passageiros "Ocean Majesty"

No dia 6, navio de passageiros "Costa Fortuna"
Veio procedende da Corunha, saiu com destino a Lisboa

No dia 10, navio de passageiros "Silver Cloud"
Tal como o anterior, procedia da Corunha e saiu para Lisboa

No dia 10, navio de passageiros "Marina"
Chegado proveniente do Ferrol, saiu para Lisboa

Ainda no dia 10, navio de passageiros "Star Legend"
também procedente do Ferrol, saiu para Lisboa

No dia 11, navio de passageiros "Azores"
Chegado proveniente da Corunha, saiu para Lisboa

No dia 14, navio de passageiros "Nautica"
Como na grande maioria das situações retratadas, chegou igualmente procedente da Corunha, tendo saído para Lisboa.

Acreditamos que devido ao actual tempo invernoso e mau estado do mar, o navio de passageiros "Rijndam" da Holland America Cruises, possa ter anulado a escala prevista para o dia de amanhã. E da mesma forma e pelo mesmo motivo, seria lamentável o porto de Leixões, em pleno período festivo de aniversário, não poder contar com o sempre agradável regresso do "Queen Elizabeth".

sábado, 12 de setembro de 2015

História trágico-marítima (CLVII)


Iate "Póvoa de Varzim"
1921 - 1922

Ocorrências marítimas
O temporal
Matosinhos-Leça, 2 – Um lugre dinamarquês, do qual não foi possível apurar o nome e dois iates, sendo um o português “Póvoa de Varzim”, garraram, tendo ficado convenientemente amarrados, com a ajuda dos rebocadores “Mars” e “Douro”, que se encontravam na bacia de Leixões. Estão ancoradas dentro do porto de serviço cerca de trinta traineiras.
(In jornal “Comércio do Porto”, sábado, 3 de Dezembro de 1921)

O encalhe do iate “Póvoa de Varzim”
Pela uma hora da madrugada de ontem o iate “Póvoa de Varzim”, ancorado em Leixões, garrou devido ao forte temporal e ressaca, indo cair sobre o enrocamento do molhe norte.
O “Póvoa de Varzim”, que se considera perdido, tinha entrado no dia 15, com um carregamento de sal, procedente de Setúbal, vindo consignado ao sr. Caetano Rodrigues.
A tripulação foi retirada de bordo pelo barco salva-vidas.

Matosinhos, 26 – Na madrugada de hoje, devido à agitação do mar, garrou o iate português “Póvoa de Varzim”, com carregamento de sal, indo encalhar no enrocamento do molhe norte, tendo sido salva toda a tripulação.
O iate considera-se totalmente perdido. De bordo têm sido retirados vários aprestos, roupas e bagagens dos tripulantes.
Os bombeiros voluntários estiveram toda a noite de prevenção, tendo sido requisitados os seus serviços.
Ainda, neste dia, cerca das cinco horas da tarde passou sobre Leixões um violento furacão, que, felizmente, não causou prejuízos nas diversas embarcações ali ancoradas.
(In jornal “Comércio do Porto”, sábado, 28 de Janeiro de 1922)

Matosinhos, 28 – Continua na mesma situação o iate “Póvoa de Varzim”, que na madrugada de ante-ontem encalhara nas pedras do enrocamento do molhe norte, em Leixões.
(In jornal “Comércio do Porto”, Domingo, 29 de Janeiro de 1922)

O iate “Póvoa de Varzim” era uma embarcação que arqueava 103,75 toneladas de registo bruto e 84,00 toneladas de registo líquido. Foi construído pelo mestre-construtor Manuel Amaro, em Vila do Conde, praça onde igualmente esteve matriculado. A cerimónia de bota-abaixo teve lugar no dia 24 de Março de 1921, ficando a operar no tráfego de cabotagem. Perde-se por encalhe, abrindo um rombo no fundo com considerável dimensão, tal como se encontra explicado nas respectivas notícias do naufrágio, no dia 27 de Janeiro de 1922.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Leixões na rota do turismo!


Sequência de navios de passageiros que fizeram escala
em Leixões, na segunda metade do mês de Agosto

Navio de passageiros "Insignia"

No dia 23, chegado procedente da Corunha, saiu para Lisboa

Navio de passgeiros "Ventura"

No dia 27, chegou proveniente de Lisboa, saiu para a Corunha

Navio de passageiros "Azura"

No dia 28, chegou procedente Lisboa, saiu para St. Peter Port

Navio de passageiros "Sea Cloud II"

Dia 29, chegado procedente de Vigo, saiu com destino a Lisboa

Navio de passageiros "Wind Surf"

No dia 31, também procedente de Vigo, saiu para Lisboa

Para o próximo mês de Setembro estão previstas 16 escalas de navios de passageiros em Leixões. Desse já muito considerável número de visitas, merecem menção especial o regresso de dois navios da Costa Cruises, outros dois da Holland America Cruises e do "Queen Elizabeth", da Cunard Lines. O único navio que julgo visitará o porto numa primeira escala é o "Mein Schiff 4", já muito próximo do final do mês.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Veleiros nacionais!


Lugre “Portugal”
1920-1925
Armador: Companhia Nacional de Pesca e Transportes, Lda. Figueira da Foz

Foto do lugre na cerimónia do bota-abaixo
Imagem da colecção de Jaime da Silva Pião

Navio construído em madeira, por encomenda de Maurício Augusto Águas Pinto, da Figueira da Foz, que por sua vez transferiu os direitos para a empresa Marítima (sociedade por quotas). Ainda em 1921 foi concretizada a transferência de propriedade do lugre para a Companhia Nacional de Pesca e Transportes, Lda.
Navio de três mastros tinha proa de beque e popa redonda, com 1 pavimento, tendo operado no tráfego costeiro e de longo curso.

Nº Oficial: N/s - Iic: H.P.O.L. - Registo: Figueira da Foz
Construtor: Jeremias Martins Novais, Vila do Conde, 28.11.1920
Arqueação: Tab 218,17 tons - Tal 175,36 tons
Dimensões: Pp 45,10 mts - Boca 8,85 mts - Pontal 3,47 mts
Propulsão: À vela
Equipagem: 10 tripulantes
Capitães embarcados: Manuel Maria Francisco Chula (1921)

O lugre no ano de 1924 foi dado por inavegável, ficando amarrado até ser desfeito em 1925, na Figueira da Foz.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Escala de navios em Leixões!


Da Marinha do Brasil e do Canadá


A magnífica galera "Cisne Branco" da Marinha do Brasil continua em porto, tendo a saída prevista para esta terça-feira. Poderão encontrar informação detalhada sobre o navio através do respectivo folheto, como segue:



Encontra-se igualmente em porto em visita oficial a fragata F338, da Marinha do Canadá, HMCS "Winnipeg", para uma curta estadia. O navio deverá continuar viagem em visita a portos no Norte da Europa. Informação relacionada com o navio, como segue: