Capitão António Fernandes Matias, de Ílhavo
Imediato Jorge Fort’ Homem, de Ílhavo
Cozinheiro Tomé dos Santos Ferreira Gordo, de Ílhavo
Aj. Cozinheiro Celestino Esteves de Figueiredo, de Ílhavo
Pescador António Maria Valente, de Matosinhos
Pescador Bartolomeu da Silva Boia, de Lavos
Pescador Domingos Lucas, da Fuzeta
Pescador Francisco Serrano, da Nazaré
Pescador Joaquim Fernandes Parracho, de Ílhavo
Pescador José Rodrigues Romão, de Ctº. Branco
Pescador Manuel José Inácio, da Fuzeta
Pescador Manuel Portugal, da Nazaré
Pescador Paulo de Jesus Figueira, da Nazaré
Pescador Silvério Antunes Fialho, da Nazaré
Pescador Silvestre Soares Zabumba, da Nazaré
Pescador Sebastião Simões, de V.P. Âncora
Pescador Francisco Pires Oliveira, de V.P. Âncora
Pescador João Francisco Gateira, de Ílhavo
Pescador Manuel Maria Valente, de Matosinhos
Pescador João Aires da Silva, de Ílhavo
Pescador Manuel Dinis Faria, de V. do Conde
Pescador Manuel Gonçalves Puga, de V. Castelo
Pescador José da Silva e Sá, de Ílhavo
Pescador Paulino Figueira, da Fuzeta
Pescador António Pedrosa Luís, da Cova
Pescador João Baptista da Silva Carvalho, de Sesimbra
Pescador Joaquim António Carreira, de Portimão
Pescador João Saraiva Verdade, de Ílhavo
Pescador Abílio da Serrana Gandaio, da Nazaré
Pescador António Martins Júnior, da Fuzeta
Pescador José Canas Júnior, de Setúbal
(In jornal “Comércio do Porto”, quarta, 5 de Novembro de 1947)

Postal ilustrado do navio "Nea Hellas",
citado no texto - Postal da minha colecção
Já estão em Nova Iorque os náufragos do “Maria Carlota”
com o seu gato de bordo, que teve de viajar
«clandestinamente» no navio americano que os recolheu.
Nova Iorque, 10 – Trinta e um portugueses membros da tripulação do lugre bacalhoeiro português “Maria Carlota”, naufragado, recentemente, no Atlântico, assim como o gato mascote de bordo, salvos pelo transporte de guerra americano “Charles A. Stafford”, a seiscentas milhas a Leste de Argentia, Terra Nova, chegaram ontem a este porto.
O consulado português procura obter transporte de repatriação para os náufragos.
O gato viajou oculto e disfarçado numa dependência do transporte, até à chegada à Ilha de Staten, em consequência dos regulamentos militares americanos proibirem a presença de animais a bordo.
Um membro da tripulação, chamado António Pedrosa Luís, declarou à U.P. que o gato lhes deu boa sorte e não pôde, por isso, ser abandonado no Atlântico. (United-Press).
(In jornal “Comércio do Porto”, terça, 11 de Novembro de 1947)
Os náufragos do “Maria Carlota”
estão de saúde, em Nova Iorque
O Grémio dos Armadores de Navios da Pesca do Bacalhau informa que segundo notícias telegráficas ontem recebidas, os náufragos do lugre “Maria Carlota” estão de boa saúde, instalados em Nova Iorque, devendo dali partir para Portugal em 14 do corrente, abordo do vapor grego “Nea Hellas”. Os náufragos pedem para saudar as respectivas famílias.
(In jornal “Comércio do Porto”, quinta, 12 de Novembro de 1947)