quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Navios de passageiros em Leixões


O melhor…

Continuou durante o dia de hoje a visita de navios de cruzeiros, caso dos navios ingleses registados em Hamilton (Bermuda) “Discovery” e “Azura”.





O “Discovery” entrou no porto pelas 7 horas, procedente de Harwich e saiu pelas 18,30 horas com destino a Gibraltar.


Já o “Azura” atracou cerca das 8 horas da manhã, procedente de Southampton, tendo saído pelas 18 horas com destino a La Valetta, na ilha de Malta.


Desde ontem à tarde, como previamente informado, marcou presença no cais norte a galera holandesa “Stadt Amsterdam”, saindo esta tarde pelas 16 horas, com destino ao porto italiano de Siracusa.



Pelas 19 horas entrou em Leixões a escuna “Falken”, propriedade da Marinha Sueca, que se encontra de passagem em viagem para instrução de jovens cadetes. O navio que se manteve fora do porto durante dois dias (?) chegou procedente do porto de Dublin, em visita de cortesia.
A escuna “Falken” é um veleiro pequeno construído em 1946 e encontra-se registado no porto de Karlskrona. Tem 220 toneladas de registo bruto, 39,30 metros de comprimento entre perpendiculares e 7,20 metros de boca. O mastro grande tem 31,40 metros de altura e utiliza para navegar uma área velica com 680 m2, dispondo igualmente de motores auxiliares que lhe confere uma razoável facilidade de manobra. Tem previsão de saída marcada para o próximo Domingo, pelas 19 horas, com destino a Las Palmas (Canarias).

"Madeirense 3"

"Sete Cidades"

"Ponta São Lourenço"

Estão também em porto diversos navios portugueses, a lembrar os bons velhos tempos, sendo por motivos óbvios uma situação de grande satisfação e elevado regozijo, a saber: o “Funchalense 5”, da ENM, vindo do Caniçal para Lisboa e o “Madeirense 3” da ENM/ Boxlines, vindo da Praia da Vitória para sair com destino a Ponta Delgada. A Transinsular também está igualmente representada com os navios “Sete Cidades”, chegado procedente das Velas (ilha de S. Jorge), estando esperado partir para Ponta Delgada e ainda o “Ponta São Lourenço”, que esteve recentemente em Viana do Castelo e que julgo possa estar a carregar cimento para a Praia da Vitória.

E o pior…



Para começar, hoje voltou a ser um dia fechado por denso manto de nevoeiro, a partir das 11 horas da manhã, mantendo-se irritantemente localizado até ao final da tarde. Começou a levantar coincidindo com a partida do “Azura”, como mostram as imagens, a lembrar um navio fantasma apesar das enormes dimensões deste novo clássico turístico.

O "Viseu" da Naveiro Line

E para terminar lembro a presença em porto do cargueiro “Viseu” da empresa Naveiro, que está arrestado por motivo de dificuldades financeiras da companhia. O navio encontra-se em Leixões faz algum tempo, tendo descarregado uma partida de sucata, que havia carregado em Warrenpoint.
Nestes casos convém alertar a falta de condições em que se encontra a tripulação deste navio e lamentavelmente de todos os outros, que estão em iguais circunstâncias, devido à falta de pagamento dos salários e mais grave ainda a muito limitada escassez de alimentos e combustível primário a bordo, contribuindo em larga escala para indesejáveis comportamentos depressivos, ainda que justificados.
Parece revelar-se de extrema oportunidade confrontar o governo e muito principalmente o digníssimo Presidente da Republica, lembrando-lhe o discurso recente sobre a necessidade obrigatória duma frota nacional a navegar, neste momento a exigir urgentemente apoio estatal, para evitar que a marinha mercante portuguesa possa a curto prazo ser apontada como uma pilha de destroços flutuantes, ou um qualquer outro adjectivo ainda mais deprimente.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Navio de passageiros em Leixões


A galera " Stadt Amsterdam "

Também já referida no blog, esta galera encontra-se em Leixões, procedente do porto holandês de Ijmuiden, com passageiros, em viagem com destino a Siracusa, na Sicilia, Itália. Entrou no porto pelas 16 horas, estando previsto deixar o porto amanhã durante a tarde.







As imagens acima reproduzidas correspondem ao filme de entrada do navio no porto. Aproveito ainda a oportunidade para lembrar que esta galera é um navio gémeo da galera brasileira "Cisne Branco", que passou por Leixões pela primeira vez a 4 de Junho de 2005.

domingo, 16 de setembro de 2012

Navio de cruzeiros em Leixões


O “ Celebrity Constellation “



Leixões ainda na ressaca dos festejos do dia do porto, que tiveram lugar durante o dia de ontem, conforme noticiado previamente, recebeu nesta manhã de Domingo novo corrupio de gente próximo à área portuária, principalmente no cais do porto de serviço, onde se encontra concessionada a Marina, para apreciarem um pouco ao longe os 294 metros do navio referenciado, com as suas notáveis 90.280 toneladas de arqueação.
Muito provavelmente o maior navio de cruzeiros entrado no porto, numa primeira escala, que marca igualmente a presença da empresa armadora, a Celebrity Cruises, no norte do país. Nesta primeira visita, o navio permaneceu em porto cerca de 12 horas, das 6 da manhã até às 6 da tarde, vindo procedente de Vigo e seguindo viagem com destino ao porto de Southampton.
Para os curiosos, interessados e modo geral a todos aqueles que gostam de navios, duas situações ensombraram esta escala; o nevoeiro, que se fez sentir irritantemente quase todo o dia, não permitindo mais ou melhores imagens fotográficas e o excesso de zelo da funcionária da Alfândega, em serviço na Marina, para não dizer que está a exacerbar arbitrariamente a sua competência, não permitindo o acesso das pessoas ao antigo Cais das Gruas, junto ao Molhe Norte, apesar de estarem autorizadas a registar imagens, sob o pretexto do cais estar atribuído aos navios da Armada, mesmo na ausência destes, como mais uma vez aconteceu.
Na perspectiva do tempo oferecer melhores condições, vamos aguardar o regresso deste navio ao porto já no próximo dia 22 do corrente, situação que vem confirmar as boas condições que Leixões oferece ao tráfego de turismo internacional.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Navio de cruzeiros em Leixões


O “Deutschland”






Conforme noticiado no post anterior o navio de cruzeiros alemão “Deutschland” cumpriu nesta data a escala anual em Leixões, que vem repetindo há vários anos. Chegou procedente do porto da Corunha, tendo saído com destino a Lisboa.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Leixões em tempo de aniversário



A Administração dos Portos do Douro e Leixões comemora no próximo sábado, dia 15, pelo quarto ano consecutivo o «Dia do Porto de Leixões», conforme anúncio do evento acima publicado. Segundo indicações, a concentração dos interessados a participar nesse dia de festa, terá lugar próximo ao portão do molhe sul, junto à praia de Matosinhos. O porto abre as portas à população, disponibilizando autocarros turísticos, com visitas guiadas à área portuária e a algumas embarcações. Pelas 17,30 horas o grupo “os Azeitonas” apresenta-se em concerto, apesar de não se entender muito bem qual o local onde se realiza o espectáculo.


Hoje repetiu a escala anual ao porto o navio de cruzeiros “Prinsendam” da Holland Amerika Cruises, já referido no blog, pelo que se dispensa a habitual informação complementar.


Entretanto, devo desde já alertar para o excelente facto do porto de Leixões receber na segunda quinzena de Setembro, a visita de um considerável número de navios de cruzeiros, destacando entre outros o “Deutschland”, o “Celebrity Constellation”, o novo “Europa”, o “Azura”, o “Marina”, o Hanseatic”, o “Rotterdam” e ainda, já perto do final do mês, o regresso do magnífico “Oriana”.

sábado, 8 de setembro de 2012

Couraçados Japoneses – O “Yamato” e o “Musashi”


Porque foram construídos os dois mais poderosos couraçados do mundo e a facilidade como foram afundados
2ª Parte

A pontaria não era má, considerando que foram utilizados telémetros ópticos. Os tiros caiam de um e outro lado e enormes colunas de água rebentavam ameaçadoramente próximas dos pequenos mas afortunados porta-aviões. Nesse momento, por motivos ignorados, o “Yamato” desistiu e retirou-se. Não havia acertado uma só vez.
O “Yamato” ficou recolhido até ser criada uma cabeça de praia em Okinawa, para depois ser lançado numa missão verdadeiramente suicida. Ao meio-dia de 7 de Abril de 1945, ficou sob o ataque concentrado da força aérea da frota naval americana, sendo atingido por cinco bombas e dez torpedos. Em pouco tempo, ficara com uma só casa de motores a funcionar, a velocidade reduzida para dez nós e adornara além dos 22 graus estabelecidos pelos construtores, como limite máximo de estabilidade. Às duas horas da tarde, foi dada ordem para «abandonar o navio». Vinte minutos depois o “Yamato” virava e explodia. O resultado foi terem sido resgatados 280 tripulantes; 2.498 pessoas da guarnição perderam a vida, entre oficiais e tripulantes.
A marinha americana no entanto continuou a ignorar o que tinha destruído. Os interrogatórios a que foram submetidos os sobreviventes da força naval japonesa, depois do dia da vitória, é que revelaram terem sido os Yamatos os mais poderosos couraçados do mundo.
Tinham de ser imensos, a fim de assegurarem uma plataforma estável às maiores peças de artilharia, jamais montadas num navio. Havia nove dessas peças em cada um deles, montadas em torres tríplices convencionais. O cano de cada uma dessas peças media 21 metros e 28 centímetros de comprimento e pesavam 181,5 toneladas, incluindo o mecanismo da culatra. Podiam projetar as suas enormes granadas a uma distância de 23 milhas marítimas. Por sua vez os navios estavam protegidos por uma couraça de 16 polegadas (40 centímetros) de espessura; a blindagem das torres tinha pelo menos 65 centímetros.
Se esses monstros foram a pique, sem acertar com um só tiro em qualquer navio ou local da costa dos países aliados, a culpa não é obviamente dos seus construtores, mas sim dos comandantes dos navios e do Estado-maior Japonês, que conservaram os couraçados guardados e escondidos durante demasiado tempo, para depois sem treino de tiro e manobra desperdiçarem a sua real valia.

O couraçado "Missouri" da Marinha Americana

Este resumo faz parte de um texto assinado por Gilbert Cant e publicado na revista «Life», em 1947, lembrando-nos dos exageros cometidos durante a IIª Grande Guerra Mundial. Sem dúvida surpreendente a demonstração de força, face à importância e impotência dos transportes mercantes, que indefesos estiveram sempre sujeitos à destruição.
Dois aspectos ressaltam do texto; o poder naval e a versatilidade dos submarinos, caso do USN “Skate”, relativamente ao primeiro ataque ao couraçado “Yamato”, obrigando o navio a procurar refúgio num porto de abrigo. Convém ainda salientar, que os couraçados americanos da classe “Iowa”, como é o caso do “Missouri”, quando à carga máxima ultrapassavam igualmente as 35 mil toneladas de acordo com os tratados internacionais. Logicamente os alemães estão também representados neste quadro, com a construção do “Bismarck”, considerando as suas 52 mil toneladas de porte máximo.
Nesta época a prata da casa resumia-se a 7 avisos de 1ª e 2ª classe, 6 contratorpedeiros, 7 canhoneiras, 3 lanchas-canhoneiras, 3 submarinos, 4 navios hidrográficos, 1 transporte, 1 fragata e 1 navio-escola, totalizando um deslocamento máximo de 34.300 toneladas. Assim sendo, é no mínimo notável constatar que a esquadra nacional apresentava um défice de tonelagem muito inferior a qualquer dos navios atrás referidos. Mesmo assim, os homens da Armada conseguiram humanizar áreas de conflito, através dos muitos salvamentos efectuados.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Couraçados Japoneses – O “Yamato” e o “Musashi”


Porque que motivo foram construídos os dois mais poderosos couraçados do mundo e a facilidade como foram afundados
1ª Parte

Vista parcial do convés do "Musashi"

Em 1934, o chefe do Estado Maior Naval Japonês expediu uma ordem, para que os arquitetos navais do país construíssem os mais poderosos couraçados do mundo. Em oito anos, dois ficaram prontos, o “Yamato” e o “Musashi”. Apesar dos tratados internacionais, a cujo cumprimento o Japão estava obrigado, proibirem a construção de couraçados com mais de 35.000 toneladas, tanto um como o outro deslocavam, quando completamente equipados para combate 72.809 toneladas, cerca de 20 mil toneladas mais que o “Missouri”, o maior couraçado da marinha dos Estados Unidos.
Cada um deles carregava peças de artilharia de 18,1 polegadas (410 milímetros), capazes de disparar granadas perfurantes de 1.460 quilos, 50 por cento mais pesadas do que as granadas dos canhões de 406 milímetros do “Missouri”.
Só após uma dezena de anos, conhecidos os planos de construção desses navios, que até então permaneceram em absoluto segredo, é que a história toda viria a ser conhecida. O estaleiro naval de Cure fora circundado por uma cerca bastante alta, para evitar qualquer caso de eventual tentativa de espionagem, atrás da qual os operários foram mantidos completamente isolados do exterior.

Foto do couraçado "Yamato"
Imagem da Photoship.com

Oito dias após o ataque a Pearl Harbor, o “Yamato”, quase concluído, foi posto a flutuar. O “Musashi” ficou pronto em Agosto de 1942.
Durante os dois anos que se seguiram, os alojamentos dos navios de guerra americanos no Pacifico encheram-se de rumores acerca dos colossais navios de guerra que, segundo se supunha, os japoneses haviam construído. O Serviço Secreto Naval Americano admitia apenas que, «segundo informações», os mesmos estavam artilhados com peças de 452 milímetros.
O primeiro americano a ver um couraçado da classe “Yamato” foi o Comandante Eugene Bradley McKinney do submarino “Skate”, em 1943. Era noite de Natal e o “Skate” encontrava-se a 180 milhas ao norte de Truque. Um enorme alvo apareceu no centro do reticulo do periscópio. Foram lançados torpedos. Dois deles explodiram contra a carcaça lateral do navio; o comandante do “Skate”, entretanto, só pode informar que um moderno couraçado japonês tinha sido atingido. Não sabia que acertara no “Yamato”, forçando-o a voltar ao Japão.
As grandes massas cinzentas da frota japonesa não voltaram a ser vistos depois desta ocorrência, senão quando o “Yamato” e o “Musashi”, à meia-noite de 21 de Outubro de 1944, saíam de Linga, perto de Singapura, incluídos numa esquadra couraçada que tinha a missão de penetrar no Estreito de S. Bernardino para destruir os cargueiros e transportes relativamente frágeis dos Estados Unidos, ancorados ao largo de Leite, onde os americanos acabavam de estabelecer uma cabeça de praia. Na manhã do dia 24, os porta-aviões, sob o comando do Almirante Halsey, lançaram contra o “Musashi” uma série de ataques com bombas e torpedos.
Os quatro primeiros ataques deixaram o couraçado bastante avariado, fazendo muita água e com a velocidade reduzida para 16 nós. Mais dois ataques – no fim dos quais foram contabilizados dez torpedos a atingir o alvo – e a tarefa estava terminada. O navio virou e afundou-se de proa. Não disparara um só tiro, excepto ter utilizado as baterias antiaéreas contra os aviões.
Nesse meio tempo, o “Yamato” tinha sido atingido por três bombas, que, no entanto, nenhum dano causaram à blindagem do convés superior. O navio simulou dirigir-se para Oeste. Isto fez com que o Almirante Halsey lhe perdesse o rasto, permitindo ao “Yamato” atravessar o perigoso Estreito de S. Bernardino para surgir pouco antes das sete horas da manhã à vista do grupo de seis pequenos porta-aviões de escolta sob o comando do Contra-Almirante C.A.F. Sprague. O “Yamato” abriu fogo a 35 mil metros de distância. Fora a primeira vez que peças de tal calibre disparavam contra um navio de superfície – e seria a última.