sábado, 30 de julho de 2011

História trágico-marítima (XXV)


O afundamento do vapor " Norte "

Náufragos que se apresentam
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No Instituto de Socorros a Náufragos apresentaram-se a 11 de Setembro os tripulantes do vapor “Norte”, afundado a 26 milhas da costa de Marrocos por um submarino inimigo. Foram-lhes dados socorros pecuniários e guias de passagem para as terras das suas naturalidades.
(In jornal “O Comércio do Porto”, de 17 de Setembro de 1918).

O vapor referenciado foi outro dos navios da pesca do alto vitima dos submarinos alemães, neste caso devido ao ataque que lhe foi movido pelo U-22, do cap. Hinrich Hermann Hashagen. O arrastão foi intimado a parar, seguindo-se o afundamento por detonação de carga explosiva, quando se encontrava na faina da pesca, a cerca de 30 milhas ao largo de Safi, Marrocos, no dia 31 de Agosto de 1918.

O vapor de arrasto “ Norte “
1910 - 1918
Empresa Industrial Marítima, Lda., Lisboa

Vapor de pesca de arrasto do alto
Arranjo de imagem sobre original de Luís Filipe Silva
Desenho sem correspondência ao texto

Nº Oficial: 439-C - Iic.: H.C.T.P. - Porto de registo: Lisboa
Construtor: Hall, Russel & Co. Ltd., Aberdeen, 08.1909
ex “John E. Lewis”, ??, 1909-1910
Arqueação: Tab 272,15 tons - Tal 92,98 tons
Dimensões: Pp 38,40 mts - Boca 7,02 mts - Pontal 4,10 mts
Propulsão: J. Lewis & Sons - 1:Te - 3:Ci - 78 Nhp - 10 m/h
Equipagem: 14 tripulantes

sexta-feira, 29 de julho de 2011

História trágico-marítima (XXIV)


O ataque ao lugre " Rio Cávado "

Naufragou o “Rio Cávado”
Os tripulantes foram salvos
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El Ferrol, 2 – Chegaram às 11 horas da noite de ontem os tripulantes do veleiro “Rio Cávado”. O navio naufragou às 6 horas da manhã do dia 2, a 290 milhas do Cabo Prior. Era a primeira viagem que fazia, tendo sido lançado ao mar em Julho último e transportava vinho do Porto para Bristol.
(In jornal “O Século”, de 07 de Outubro de 1918).

Protesto de mar (transcrição)
Don Nicasio Perez Moreno, Vice-cônsul de Portugal no Ferrol;
Certifico que no livro de protestos deste consulado figura o seguinte:
Protesto, por afundamento do lugre português “Rio Cávado”.
O capitão, piloto e tripulantes do lugre “Rio Cávado”, perante o sr. vice-cônsul de Portugal no Ferrol, declarou:
Que no dia 24 de Setembro saiu o citado navio do Porto, com um carregamento completo de vinho, com destino a Bristol (Inglaterra); Que navegou em regulares condições de tempo e mar com ventos do quadrante NE, mar de vaga e vaga grossa; Que pelas 8 horas e 5 minutos do dia 1 de Outubro no ponto aproximado Lat. 45º42’8”N e Long. 11º50’5”W fomos intimados a parar por um submarino alemão, que nos alvejou com treze tiros de canhão, em seguida ao seu aparecimento; Que se arriou um bote, debaixo de constante fogo e nos dirigimos ao submarino; Que nos mandaram atracar; Que nos perguntaram a nacionalidade, carregamento, destino do navio e se nos fazíamos acompanhar pelos documentos; Que lhes foi respondido que os documentos se encontravam a bordo; Que em seguida, embarcaram no bote um oficial e dois marinheiros, que se faziam acompanhar por um saco com bombas; Que o submarino navegou em direcção ao citado lugre, rebocando o bote onde nos encontrávamos; Que parou muito perto, abordando o bote do navio e saltando em seguida os alemães, seguidos por nós; Que nos foi dado um prazo de 15 minutos para arriarmos uma embarcação, que se encontrava a bordo e na qual nos salvamos; Que o primeiro bote ficou em poder dos alemães; Que o oficial do submarino levou todos os documentos, incluindo as cédulas dos tripulantes; Que fomos intimados, em seguida, a abandonar o navio; Que nos dirigimos novamente ao submarino, que estava perto e o comandante do mesmo nos ordenou que seguíssemos ao rumo SE, que iríamos às costas de Espanha; Que passamos em pleno mar, debaixo de constantes perigos, devido ao muito mar e vento; Oitenta horas depois desembarcamos, por fim, na cova do Cabo Prior; Que o bote se partiu, de encontro às pedras, devido ao muito mar; Que nos dirigimos, no Ferrol; ao vice-cônsul de Portugal, que nos prestou todo o auxilio que carecíamos; Em face do que narramos, disse o capitão, que para salvaguardar os interesses do armador, carregadores, fretadores e mais interessados, protestava contra o submarino alemão, por os ter obrigado a abandonar o navio, afundando em seguida o mesmo; Por ser verdade o assinamos, no Ferrol, a sete de Outubro de mil, novecentos e dezoito.
Tripulação: José Henrique Frazão, capitão; António Augusto Cardoso, piloto; João Maria e António Vicente de Macedo, marinheiros; Eduardo Saraiva, cozinheiro; Eduardo Pereira Vidinha e Manoel de Matos, moços.
(In Felgueiras, José Eduardo de Sousa, Sete séculos no mar (XIV a XX), livro III, A construção de embarcações, Pag. 212/216, Edição do Centro Marítimo de Esposende, 2010

Lugre “ Rio Cávado “
1918 – 1918
Sociedade de Navegação Fãozense, Lda.
(Dr. Henrique de Barros Lima, José Gonçalves Pereira de Barros e outros)

O lugre "Rio Cávado" no estaleiro em Fão
Imagem de autor desconhecido

Nº Oficial: ?? - Iic.: ?? - Porto de registo: Porto
Cttor.: António Dias Santos e José A. Linhares, Fão, 23.07.1918
Arqueação: Tab 278,75 tons
Dimensões: ??
Propulsão: À vela
Equipagem: 7 tripulantes
Capitão embarcado: José Henrique Frazão (1918)

Como seria de prever, a transcrição da notícia acima mencionada omite a indicação do navio ter sido afundado, através da colocação a bordo de explosivos, levado a cabo pela tripulação do submarino alemão U-139, da responsabilidade do cap. Lothar von Arnauld de la Perière. É também um dos casos em que a sorte favoreceu toda a tripulação do lugre, ao conseguirem alcançar terra firme, sãos e salvos, num curto período de tempo.
Nota: - Sobre este mesmo navio já existe uma outra notícia publicada no blog, em 3 de Março de 2009.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

História trágico-marítima (XXIII)


O afundamento do vapor “Brava”

Torpedeamento do vapor “Brava”
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Segundo um telegrama recebido ontem à noite, sabe-se ter sido torpedeado no dia 3, à entrada do porto de Cardiff, o vapor “Brava”, antigo alemão “Tango”, dos Transportes Marítimos, tendo-se salvo 30 tripulantes e ignorando-se o paradeiro dos 20 restantes.
Este vapor, que era comandado pelo Sr. Domingos Rocha, saíra de Leixões em 20 de Julho para Bordéus, com um importante carregamento de vinhos e, em seguida a 28 do passado mês para Cardiff, com um carregamento de toros de pinheiro, tendo previsto trazer deste porto um lote de carvão para Lisboa.
O valor deste navio, que fora construído em Hamburgo, em 1893, era de 83.680 libras; tinha 98,26 metros de comprimento, 12,26 metros de largura e 8,28 metros de pontal. A sua tonelagem bruta era de 3.184 e liquida de 2.050, tendo capacidade para 4.485 toneladas de carga.
(In jornal “O Comércio do Porto”, de 4 de Setembro de 1918).

Tripulantes desaparecidos do vapor “Brava”
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Encontram-se desaparecidos os seguintes tripulantes deste vapor:
Armando Augusto Adriano, 3º piloto; Emílio Teixeira Lacerda, 3º maquinista; João Alexandre, moço; Jaime Pires Tavares, moço; António Augusto, padeiro; Jorge Joaquim, cozinheiro; Brooklim Abreu, criado; Inácio dos Santos, criado; Manuel Ferreira, aceitador; Manuel Nunes de Castro. fogueiro; Manuel Nascimento Lima, fogueiro; Pedro da Costa Breda, chegador; Joaquim de Sousa, chegador; Francisco da Silva Zimbarra, artilheiro e Abel da Costa, também artilheiro.
(In jornal “O Comércio do Porto”, de 5 de Setembro de 1918).

Tripulantes do vapor “Brava” chegaram a Lisboa
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Desembarcaram no passado dia 2 em Lisboa os sobreviventes do vapor “Brava”, após viagem com escala por França e Espanha.
(In jornal “O Comércio do Porto”, de 3 de Outubro de 1918).

Os náufragos do vapor “Brava”
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Chegaram a Lisboa os sobreviventes do vapor português “Brava”, torpedeado próximo a Cardiff, com um grande carregamento de toros de pinheiro, destinados ao governo inglês. O “Brava” fazia parte de um comboio de quatro navios: um inglês, um americano e outro norueguês. Dos quatro só o último conseguiu escapar. Um torpedo atingiu o “Brava” próximo das caldeiras.
Os tripulantes, que se dizia terem embarcado numa baleeira e cujo paradeiro se ignorava, parece que, infelizmente, morreram ao dar-se a violenta explosão. Dos feridos ainda ficaram hospitalizados em Inglaterra o engenheiro Cabral e o marinheiro Manoel Galante. Os náufragos que conseguiram salvar-se apresentaram-se no Instituto de Socorros a Náufragos, onde lhes foram dados dinheiro e passagens para as terras da sua naturalidade.
(In jornal “O Comércio do Porto”, de 12 de Outubro de 1918).

Vapor “ Brava “
1916 - 1918
Transportes Marítimos do Estado, Lisboa

Imagem aproximada do vapor "Brava"
Desenho de autor desconhecido

Nº Oficial: 397-E - Iic.: N.B.R.A. - Porto de registo: Lisboa
Construtor: Blohm & Voss, Hamburgo, Alemanha, 27.05.1893
ex “Rosario”, Hamburg-Sudamerikanische D.G., 1893-1904
ex “Erich Woermann”, Woermann Linje, Hamburgo, 1904-1907
ex “Togo” Hamburg America Packet, Hamburgo, 1907-1916
Arqueação: Tab 3.183,81 tons - Tal 2.055,58 tons
Dimensões: Pp 96,26 mts - Boca 12,25 mts - Pontal 8,23 mts
Propulsão: Blohm & Voss, 1893 – 1:Te - 3ci - 250 nhp - 10,5 m/h
Equipagem: 50 tripulantes

O vapor “Brava”, de acordo com as notícias acima publicadas, foi atacado pelo submarino U-125, sob o comando do cap. Werner Vater, ao largo de Trevose Head, na Cornualha, no dia 3 de Setembro de 1918. Esta unidade militar alemã manteve-se em actividade, até à rendição do navio e tripulação às autoridades Japonesas, no dia 16 de Novembro de 1918.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Escala turística do dia


O regresso do "Costa Marina"

O navio em referência repetiu nesta terça-feira a visita ao porto de Leixões, tendo atracado no novo terminal de navios de cruzeiros. A presente curiosidade prende-se ao facto dos paquetes da companhia Costa, fazerem apenas uma escala anual neste porto, que habitualmente tinha lugar durante o mês de Setembro.

O "Costa Marina" durante a manobra de saída

Apesar de não se tratar de um dos novos colossos que fazem escala no porto (Tab 25.558t/ Cff174,2mt), já deu para perceber a dificuldade em realizar a manobra de saída do terminal, principalmente quando, como nesta terça-feira, o vento norte soprou rijo com rajadas na ordem dos 60 km/hora. Daí que a segurança do navio obrigou à utilização de reboques, à proa e à ré, situação pouco usual, já que os armadores tentam evitar despesas suplementares a todo o custo.
Por esse motivo, não posso deixar de questionar como será com os tais colossos em situação idêntica! Isto porque fiquei com a impressão que o rebocador de serviço teve dificuldade em movimentar o navio, o que me fez pensar no regresso às manobras do passado i.e. o navio deixar uma ancora a meio da doca, para poder deixar o cais por arrastamento.

domingo, 24 de julho de 2011

História trágico-marítima (XXI)


O afundamento do " Germano "

Vapor de pesca afundado
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Figueira da Foz, 27 - Desembarcou hoje de manhã em Buarcos a tripulação do vapor de pesca “Germano”, da praça de Lisboa, cujo mestre é Lourenço Evaristo Silva. O barco foi ontem atacado e afundado por um submarino inimigo a 30 milhas a oeste do Cabo Mondego.
(In jornal “O Comércio do Porto”, de 29 de Janeiro de 1918).

Torpedeamentos
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O submarino alemão que torpedeou o barco de pesca português “Germano” e cuja tripulação se compunha de 14 homens, que desembarcaram em Buarcos, é um dos maiores tipos conhecidos e excelentemente artilhado. Esse mesmo submarino torpedeou ao norte das Berlengas o vapor de pesca “Serra do Gerez”, cuja tripulação composta de 13 homens, desembarcou na praia da Nazaré.
(In jornal “O Comércio do Porto”, de 29 de Janeiro de 1918).

Torpedeamentos
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Apresentaram-se hoje no ministério da marinha os tripulantes do vapor de pesca “Germano”, torpedeado por um submarino alemão, ao norte do Cabo Mondego, os quais receberam subsídios pecuniários e passagens para a terra da sua naturalidade. Contam eles que os alemães estiveram a bordo do vapor escolhendo linguados, que transportaram para o submarino. O “Germano" trazia 28 toneladas de peixe.
(In jornal “O Comércio do Porto”, de 29 de Janeiro de 1918).

Afundamento do “Germano”
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O vapor “Germano” pertencente à firma Salles & Cª., que foi afundado, estava seguro em 40 contos; mas o prazo do seguro findou hora e meia antes do afundamento, recusando-se agora a Companhia a pagar o prejuízo.
(In jornal “O Comércio do Porto”, de 30 de Janeiro de 1918).

O vapor de pesca “ Germano”
1908 - 1918
Empresa Sales, Lda., Lisboa

Vapor de pesca de arrasto do alto
Arranjo de imagem sobre original de Luís Filipe Silva
Desenho sem correspondência ao texto

Nº Oficial: 452-B - Iic.: H.G.C.K. - Porto de registo: Lisboa
Construtor: A. Hall & Co., Aberdeen, 1899
ex “Lord Kitchener”, Pickering & Haldanes, Hull, 1899-1908
Arqueação: Tab 235,95 tons - Tal 106,17 tons
Dimensões: Pp 39,80 mts - Boca 6,44 mts - Pontal 3,60 mts
Propulsão: A. Hall, 1899 - 1:Te - 3:Ci - 65 Nhp - 9 m/h
Equipagem: 14 tripulantes

Confirma-se que o afundamento do vapor de pesca “Germano”, foi um dos primeiros vapores a encabeçar a lista de navios destruídos no quarto ano do conflito mundial. Como em casos idênticos, o responsável pelo ataque foi o submarino alemão U-152, do comando do Cap. Constantin Kolbe, na posição Lat. 40.11N e Long. 09.37W, no decorrer do dia 26 de Janeiro de 1918.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

História trágico-marítima (XX)


O naufrágio do lugre " Gaia "

Náufragos do “ Gaia “
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No Ministério dos Negócios Estrangeiros foi recebido o seguinte telegrama, datado de 18 do corrente, do Cônsul de Portugal em Nova York:
«Comunicam de Norfolk que o vapor mercante americano “Santa Cecília”, chegado de Baltimore, encontrou em 27 de Setembro, a cerca de 250 milhas a leste dos Açores, um bote com cinco tripulantes do lugre “Gaia”, pertencente a António dos Santos Sá, do Porto». Os tripulantes são: Manuel São Marcos, João Simões Negócio, António Oliveira Lima, Domingos de Oliveira Lima e Mário Martins Rocha, tendo os demais tripulantes do navio perecido. Domingos Lima foi internado no hospital, visto encontrar-se ferido. Os outros sobreviventes seguiram viagem com destino a Marselha.
(In jornal “O Comércio do Porto”, de 15 de Outubro de 1918).

Lugre “ Gaia “
1916-1918
António dos Santos Sá, Porto


Nº Oficial: A-181 - Iic.: H.G.A.I. - Porto de registo: Porto
Cttor.: Manuel G. Amaro & Irmão, Azurara, 05.02.1916
Arqueação: Tab 277,57 tons - Tal 198,90 tons
Dimensões: Pp 42,00 mts - Boca 9,54 mts - Pontal 3,38 mts
Propulsão: À vela
Equipagem: 11 tripulantes
Capitães embarcados: José de São Marcos (1916 a 1918)

O lugre “Gaia”, que em anos anteriores terá participado nas campanhas à pesca do bacalhau, com uma equipagem de 45 tripulantes e pescadores, foi afundado ao largo dos Açores pelo submarino alemão U-157, da responsabilidade do capitão Ortwin Rave, quando em viagem do Porto (rio Douro) para Belém do Pará, no Brasil, a 22 de Setembro de 1918. Em resultado do ataque do submarino atrás referido, foram contabilizadas 6 vitimas mortais, uma das quais pode ter sido o próprio capitão do lugre, José de São Marcos, não identificado na relação de sobreviventes.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pesca do bacalhau - A nau "Esperança"


A pesca na período medieval

Quantas vezes me interrogo sobre que tipo de gente seria esta, que no século XVI e muito provavelmente desde o século XIII ou XIV, se aventurava a navegar desde os pequenos portos e embocaduras dos rios nacionais, até à longínqua Terra Nova, para pescar bacalhau?
Quem seriam os indigitados representantes dos mercadores marítimos e pescadores das cidades e vilas marítimas do norte de Portugal, que no dia 20 de Outubro de 1353, assinaram o tratado (licenciamento) de pesca com o rei Eduardo III de Inglaterra?
Que gente pescava, preparava e secava o peixe, desde os reinados Afonsinos e depois os exportava, novamente pelo mar, para Espanha e portos levantinos, em considerável quantidade?
Quanto da nossa história marítima há para corrigir e dar valor e crédito a quem merece? E quanto mais tempo vamos precisar, para chegarmos mais perto da verdade?

Com um pouco de sorte, as notícias aparecem e espelham uma realidade bem diferente da história que nos foi ensinada! Quanta documentação existe sobre a pesca do bacalhau, a necessitar de pesquisa e divulgação?
Por estes e outros motivos, continuo a afirmar que a pesca do bacalhau a norte, já era merecedora dum tratamento e pesquisa à dimensão das navegações e descobertas quinhentistas. Tenha eu tempo e condições, que me permitam alargar o conhecimento dos factos, tais como a notícia de 1580, que abaixo transcrevo com o seguinte teor:

Cópia transcrita (sic) - Arquivo Distrital do Porto