domingo, 19 de setembro de 2010

Navios da frota costeira do Brasil (4)


Companhia Nacional de Navegação Costeira
1891 - 1965
Operadores : Irmãos Lage
Avenida Rodrigues Alves, 303, Rio de Janeiro

navio ITABERÁ
1916-1964
Construtor : Ailsa Ship Building Co. Ltd., Troon, Escócia, 11.1916
Arqueação : Tab 2.162,00 tons - 1.201,00 tons
Dimensões : Pp 87,72 mts - Boca 13,17 mts - Pontal 5,36 mts
Máq.: Ailsa, Ltd., Troon, 1916 - 1:Te - 3:Ci - 304 Nhp - 12 m/h
Vendido para demolir no Brasil, em 1964.

navio ITAMARACÁ
(Veleiro motorizado em 1910)
1917-1961
Construtor : C.J. Bigger Co., Londonderry, Irlanda, 09.1891
ex barca “Parkdale”, J.H. Iredale & Co., Londonderry, 1891-1916
Arqueação : Tab 1.480,00 tons - Tal 1.383,00 tons
Dimensões : Pp 75,90 mts - Boca 11,43 mts - Pontal 6,61 mts
Máq.: Sulzer Brothers, Suíça, 1910 - 1:Te - 8:Ci - 98 Nhp - 9 m/h
O navio foi completamente renovado à chegada ao Rio de Janeiro, em 1916, ocasião em que substituiu o motor instalado pela máquina Sulzer, importada para o efeito. Entrou ao serviço em 1917 e foi desactivado em 1926. Regressa ao serviço comercial em 1931, tendo muito provavelmente efectuado a última viagem durante o ano de 1950. Amarrou no Rio até ser vendido para demolir a 9 de Outubro de 1961.

navio ITAQUATIÁ
1920-1965
Construtor : Estaleiros Irmãos Lage, Rio de Janeiro, 04.1920
Arqueação : Tab 2.162,00 tons - Tal 1.250,00 tons
Dimensões : Pp 87,78 mts - Boca 13,17 mts - Pontal 5,36 mts
Máq. : Ailsa, Ltd., Troon, 1920 - 2:Te - 6:Ci - 304 Nhp - 12 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro a 6 de Outubro de 1961.

navio BIGUA
1921-1963
Cttor.: Murdoch & Murray, Ltd., Port Glasgow, Escócia, 06.1912
ex “Mosqueiro”, Mosqueiro & Soure, Rio de Janeiro, 1912-1921
Arqueação : Tab 486,00 tons - Tal 231,00 tons
Dimensões : Pp 54,89 mts - Boca 9,48 mts - Pontal 3,51 mts
Máq. : J.G. Kincaid & Co., 1912 - 2:Te - 6:Ci - 215 Nhp - 11 m/h
Sem rasto após Dezembro de 1963. Eventualmente demolido.

navio ITAGUASSÚ
1923-1965

Foto © do Cap. Carlos Eugénio Dufriche
Colecção de Nelson Carrera, Santos, Brasil

Construtor : Estaleiros Irmãos Lage, Rio de Janeiro, 05.1923
Arqueação : Tab 1.928,00 tons - Tal 1.146,00 tons
Dimensões : Pp 87,78 mts - Boca 13,17 mts - Pontal 5,30 mts
Máq. : Sulzer, Winterthur, 1923 - 2:Di - 8:Ci - 310 Bhp - 8 m/h
Vendido para demolir no Brasil durante o ano de 1965.

navio ITAIMBÉ
1927-1962
Construtor : Chantiers de Normandie, Rouen, França, 03.1927
Arqueação : Tab 4.993,00 tons - Tal 2.941,00 tons
Dimensões : Pp 113,90 mts - Boca 15,39 mts - Pontal 7,41 mts
Máq. : Chant. de St. Nazaire, 1927 - 2:Te - 3:Ci - 625 Nhp - 14 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro a 01.01.1962

navio ITAPÉ
1927-1962

Foto © do Cap. Carlos Eugénio Dufriche
Colecção de Nelson Carrera, Santos, Brasil

Cttor .: W. Beardmore & Co. Ltd., Glasgow, Escócia, 02.11.1927
Arqueação : Tab 4.978,00 tons - Tal 3.077,00 tons
Dimensões : Pp 113,08 mts - Boca 15,91 mts - Pontal 7,47 mts
Máq. : Beardmore, Glsgw, 1927 - 2:Di - 12:Ci - 785 Bhp - 14 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro a 1 de Dezembro de 1962.

navio ITAPAGÉ
1927-1943
Construtor : Chantiers de Normandie, Rouen, França, 11.1927
Arqueação : Tab 4.998,00 tons - Tal 3.012,00 tons
Dimensões : Pp 113,26 mts - Boca 15,88 mts - Pontal 7,41 mts
Máq. : Chant. Penhoet, 1927 - 2:Di - 12:Ci - 714 Bhp - 14 m/h
Torpedeado e afundado por submarino Alemão na posição 10º10’S 35º45’W em 26 de Setembro de 1943

navio ITANAGÉ
1928-1969
Cttor.: W. Beardmore & Co. Ltd., Glasgow, Escócia, 18.04.1928
Arqueação : Tab 4.966,00 tons - Tal 3.055,00 tons
Dimensões : Pp 113,05 mts - Boca 15,91 mts - Pontal 7,47 mts
Máq. : Beardmore, Glasgow, 1928 - 2:Di - 12:Ci - 785 Bhp - 14 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro em Julho de 1969.

navio ITAHITÉ
1928-1965
Construtor : Chantiers de Normandie, Rouen, França, 09.1928
Arqueação : Tab 4.998,00 tons - Tal 3.012,00 tons
Dimensões : Pp 113,20 mts - Boca 15,88 mts - Pontal 7,41 mts
Máq. : Chant. de St. Nazaire, 1928 - 2:Te - 6:Ci - 625 Nhp - 14 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro a 30.08.1965

navio ITAQUICÉ
1928-1961
Cttor.: W. Beardmore & Co. Ltd., Glasgow, Escócia, 31.01.1928
Arqueação : Tab 4.969,00 tons - Tal 3.062,00 tons
Dimensões : Pp 113,08 mts - Boca 15,91 mts - Pontal 7,47 mts
Máq. : Beardmore, Glasgow, 1927 - 2:Di - 12:Ci - 785 Bhp - 14 m/h
Vitimado por incêndio a bordo em Porto Alegre, em 5 de Setembro de 1950, enquanto recebia combustível líquido. Rebocado para o Rio de Janeiro foi abandonado. A decadência nos transportes marítimos costeiros, provocada pelo desenvolvimento da rede rodoviária e o aumento dos transportes terrestres, facto seguido em paralelo à estatização da rede ferroviária (que factores de ordem económica, levaram ao desinteresse no seu desenvolvimento), durante os anos 40 e 50 do século passado, condenaram o navio à venda para demolir no Rio de Janeiro a 30 de Novembro de 1961.

(Continua)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Navios da frota costeira do Brasil (3)


Companhia Nacional de Navegação Costeira
1891 - 1965
Operadores : Irmãos Lage
Avenida Rodrigues Alves, 303, Rio de Janeiro

navio ITAJUBÁ
1908-1933
Construtor : Ailsa Ship Building Co. Ltd., Troon, Escócia, 06.1908
Arqueação : Tab 1.817,00 tons - Tal 958,00 tons
Dimensões : Pp 82,42 mts - Boca 12,83 mts - Pontal 5,30 mts
Máq. : Ailsa, Ltd., Troon, 1908 - 2:Te - 6:Ci - 270 Nhp - 12 m/h
Transferido para a Marinha do Brasil em 1933, mudou o nome para “Calheiros da Graça”. Naufragou por motivo de encalhe na barra do porto de Natal em 11 de Setembro de 1936. Desencalhado e demolido.

navio ITAPUCA
1909-1961
Cttor.: Ailsa Ship Building Co. Ltd., Troon, Escócia, 05.1909
Arqueação : Tab 1.849,00 tons - Tal 978,00 tons
Dimens.: Ff 85,95 mts - Pp 82,30 mts - Bc 12,86 mts - Ptl 5,33 mts
Máq.: Ailsa, Ltd., Troon, 1909 - 2:Te - 6:Ci - 273 Nhp - 12 m/h
O navio esteve fretado à empresa Lloyd Nacional a partir de Novembro de 1932, sendo empregue no transporte de mercadorias entre os portos do Rio Grande do Sul e o Nordeste Brasileiro, espaço delimitado pela foz do rio Amazonas, sendo que Manaus funcionava como ponto de referência, mas para onde nunca viajou. A 21 de Fevereiro de 1937, quando a navegar próximo da Ilha do Junco, no canal de acesso a Porto Alegre, o navio colidiu frontalmente com o cargueiro "Campinas", também do Lloyd Nacional, registando graves avarias na roda de proa. O navio efectuou reparações sumárias ao nível de segurança, no estaleiro Mabilde em Porto Alegre, seguindo acto continuo para o Rio de Janeiro, no sentido de completar as reparações, que tiveram lugar no estaleiro dos Irmãos Lage, na Ilha do Viana.
Regressa ao serviço comercial em Fevereiro de 1937. Em Outubro de 1939 foi retirado de serviço, por força dum consumo exagerado e dispendioso de carvão importado, permanecendo amarrado no Rio de Janeiro até ao armistício da IIª Grande Guerra Mundial. Depois de efectuar algumas viagens pontuais para a companhia armadora, em Março de 1952 e em Agosto de 1955, volta a amarrar até Setembro de 1957, data correspondente à sua última viagem. Dali seguiu para ser demolido no Rio de Janeiro, no Outubro imediato, operação terminada a 6 de Outubro de 1961.

navio ITAPEMA
1909-1931
Cttor.: Ailsa Ship Building Co. Ltd., Troon, Escócia, 08.1909
Arqueação : Tab 1.843,00 tons - Tal 910,00 tons
Dimensões : Pp 82,48 mts - Boca 12,86 mts - Pontal 5,33 mts
Máq. : Ailsa, Ltd., Troon, 1908 - 2:Te - 6:Ci - 273 Nhp - 12 m/h
Entrou ao serviço da companhia em Fevereiro de 1910 e foi retirado do transporte costeiro em 5 de Outubro de 1930. Vendido para a Marinha do Brasil em 1931, foi transformado em "survey vessel" e "lighthouse tender", sendo rebaptizado “José Bonifácio”. Muito danificado por encalhe ou colisão com objecto submerso em Julho de 1965. Foi rebocado para o Rio de Janeiro, permanecendo amarrado. Vendido para demolir no Rio, durante o ano de 1971.

navio ITAÚBA
1910-1931
Cttor.: Ailsa Ship Building Co. Ltd., Troon, Escócia, 04.1910
Arqueação : Tab 1.851,00 tons - Tal 826,00 tons
Dimensões : Pp 82,33 mts - Boca 12,86 mts - Pontal 5,33 mts
Máq. : Ailsa, Ltd., Troon, 1910 - 2:Te - 6:Ci - 273 Nhp – 13,5 m/h
dp “ Vital de Oliveira“, Marinha Brasileira, 1931-1944
Torpedeado e afundado por submarino Alemão na posição 22’29ºS 41’09ºW a 20 de Julho de 1944.

navio ITAPURA
1912-1961
Cttor.: Ailsa Ship Building Co. Ltd., Troon, Escócia, 04.1912
Arqueação : Tab 2.119,00 tons - Tal 1.179,00 tons
Dimensões : Pp 87,87 mts - Boca 13,17 mts - Pontal 5,31 mts
Máq. : Ailsa, Ltd., Troon, 1912 - 2:Te - 6:Ci - 304 Nhp - 12 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro a 6 de Outubro de 1961.

navio ITATINGA
1912-1962
Cttor.: Ailsa Ship Building Co. Ltd., Troon, Escócia, 06.1912
Arqueação : Tab 2.114,00 tons - Tal 1.181,00 tons
Dimensões : Pp 87,78 mts - Boca 13,17 mts - Pontal 5,30 mts
Máq. : Ailsa, Ltd., Troon, 1912 - 2:Te - 6:Ci - 304 Nhp - 12 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro a 31 de Dezembro de 1962.

navio ITASSUCÊ
1912-1943
Cttor.: Ailsa Ship Building Co. Ltd., Troon, Escócia, 10.1912
Arqueação : Tab 2.123,00 tons - Tal 1.175,00 tons
Dimensões : Pp 87,84 mts - Boca 13,17 mts - Pontal 5,30 mts
Máq. : Ailsa, Ltd., Troon, 1912 - 2:Te - 6:Ci - 304 Nhp - 12 m/h
dp “Almirante Frontin”, Marinha Brasileira, 1943-1959
dp “Cônsul Carlos Renaux”, D.C. Martins, Rio, 1959-1970
Vendido para demolir no Rio de Janeiro durante o ano de 1970.

navio ITAPUHY
1912-1961

Foto © do capitão Carlos Eugénio Dufriche
Colecção de Nelson Carrera, Santos, Brasil

Cttor.: Ailsa Ship Building Co. Ltd., Troon, Escócia, 12.1912
Arqueação : Tab 2.172,00 tons - Tal 1.230,00 tons
Dimensões : Pp 87,87 mts - Boca 13,17 mts - Pontal 5,36 mts
Máq. : Ailsa, Ltd., Troon, 1912 - 2:Te - 6:Ci - 304 Nhp - 12 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro a 23 de Outubro de 1961.

navio ITAQUERA
1913-1965
Cttor.: Mackie & Thomson, Ltd., Glasgow, Escócia, 02.1913
Arqueação : Tab 2.209,00 tons - Tal 1.254,00 tons
Dimensões : Pp 87,87 mts - Boca 13,17 mts - Pontal 5,31 mts
Máq.: M. & Houston, Glasgow, 1912 - 2:Te - 6:Ci - 298 Nhp - 12 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro a 30 de Agosto de 1965.

navio ITAGIBA
1913-1942
Cttor.: Ailsa Ship Building Co. Ltd., Troon, Escócia, 06.1913
Arqueação : Tab 2.169,00 tons - Tal 1.221,00 tons
Dimensões : Pp 87,87 mts - Boca 13,17 mts - Pontal 5,36 mts
Máq. : Ailsa, Ltd., Troon, 1913 - 2:Te - 6:Ci - 304 Nhp - 12 m/h
Torpedeado e afundado por submarino Alemão na posição 13º20’S 38º40’W em 17 de Agosto de 1942, registando 32 vítimas no ataque.

navio ITABERA
1916-1964
Cttor.: Ailsa Ship Building Co. Ltd., Troon, Escócia, 11.1916
Arqueação : Tab 2.162,00 tons - 1.201,00 tons
Dimensões : Pp 87,72 mts - Boca 13,17 mts - Pontal 5,36 mts
Máquina : Ailsa, Ltd., Troon, 1916 - 1:Te - 3:Ci - 304 Nhp - 12 m/h
Vendido para demolir no Brasil, em 1964.

(Continua)

domingo, 12 de setembro de 2010

Navios da frota costeira do Brasil (2)


Companhia Nacional de Navegação Costeira
1891 - 1965
Operadores : Irmãos Lage
Avenida Rodrigues Alves, 303, Rio de Janeiro

Peguei um «Ita» no norte, p´ra vir pró Rio morar,
Adeus meu pai, minha mãe, adeus Belém do Pará.

Letra do tema “Peguei um Ita no Norte”, escrito e interpretado por Dorival Caymmi (*), compositor e músico de grande talento, nascido em S. Salvador da Bahia e falecido recentemente, considerado um dos principais vultos da cultura e da música popular Brasileira.

navio ITATIAYA
1891-1922
Construtor : Scott & Co., Greenock, Escócia, 1883
ex “Canning”, Lamport & Holt, Liverpool, 1883-1891
Arqueação : Tab 645,00 tons - Tal 403,00 tons
Dimensões : Pp 64,98 mts - Boca 9,78 mts - Pontal 3,84 mts
Máq.: Scott & Co., Greenock, 1891 - 1:Te - 3:Ci - 114 Nhp - 9 m/h
Sem rasto após 1927. Eventualmente vendido para demolir.

navio ITAUÑA
1891-1922
Construtor : Scott & Co., Greenock, Escócia, 1883
ex “Chatham”, Lamport & Holt, Liverpool, 1883-1891
Arqueação : Tab 647,00 tons - Tal 401,00 tons
Dimensões : Pp 64,98 mts - Boca 9,78 mts - Pontal 3,84 mts
Máq.: Scott & Co., Greenock, 1891 - 1:Cp - 2:Ci - 114 Nhp - 8 m/h
Transformado em pontão a partir de 1922. Sem rasto.

navio ITAQUI
1891-1959
Construtor : Scott & Co., Greenock, Escócia, 09.1891
Arqueação : Tab 754,00 tons - Tal 512,00 tons
Dimenções : Pp 70,35 mts - Boca 10,12 mts - Pontal 3,84 mts
Máq.: Scott & Co., Greenock, 1891 - 1:Te - 3:Ci - 101 Nhp - 9 m/h
Sem rasto após 1927. Eventualmente vendido para demolir.

navio ITAPOAN
1891-1959
Construtor : Scott & Co., Greenock, Escócia, 10.1891
Arqueação : Tab 752,00 tons - Tal 512,00 tons
Dimensões : Pp 70,35 mts - Boca 10,12 mts - Pontal 3,84 mts
Máq.: Scott & Co., Greenock, 1891 - 1:Te - 3:Ci - 101 Nhp - 9 m/h
Lançado ao mar a 29.09.1891 e entregue ao armador em Glasgow a 04.11.1891, foi utilizado no início unicamente no transporte de mercadorias, operando alternadamente entre o norte e o sul do Brasil. Fez igualmente viagens costeiras do Rio de Janeiro a Porto Alegre e do Rio de Janeiro a Fortaleza, no estado do Ceará. Por uma única vez viajou à Argentina, em Junho de 1916, escalando o porto de Rosário de Santa Fé, para carregar trigo destinado aos portos de Santos e do Rio de Janeiro.
Em 1926 foi fretado ao Lloyd Nacional, sendo colocado a operar nos serviços regulares de cabotagem, atendendo portos de águas restritas e pouco profundas, principalmente no nordeste, à época limitados de infra-estruturas.
Entre Janeiro e Março de 1934 efectuou 3 viagens costeiras pela Cia. Serras de Navegação e em Setembro de 1934 foi desactivado. Voltou a navegar no 1º de Agosto de 1935, também afretado pelo Lloyd Nacional, tornando-se nessa oportunidade o navio carvoeiro da frota. Desde então entrou num serviço prioritário que estabelecia ligações entre o Rio de Janeiro e Santos, com posteriores escalas em Imbituba, no estado de Santa Catarina. Na viagem de ida levava carga diversa e na viagem de retorno de Imbituba ao Rio de Janeiro, conduzia carvão das minas administradas pelas empresas de Henrique Lage. Nessa ocasião o carvão nacional estava a ser utilizado unicamente na condição de pulverizado, juntamente com o carvão importado.
A 27 de março de 1936, partindo de Santos, a navegar no estuário colidiu com o paquete americano DELSUD da Delta Line, sofrendo avarias superficiais, permitindo-lhe contudo continuar a viagem. Em 1937 o navio apresenta-se precário, sendo-lhe reduzida a operacionalidade a utilizações pontuais. É retirado de serviço em Julho desse ano, para apenas voltar a navegar em Junho de 1938, sempre com carregamentos de carvão desde Santa Catarina. Em Março de 1939 volta a amarrar, sendo reactivado em Janeiro de 1940. Em Novembro de 1941 é novamente desactivado, permanecendo amarrado agora por um longo período, até Outubro de 1946, para efectuar viagens do Rio de Janeiro à Laguna, em Santa Catarina, a fim de carregar carvão mineral catarinense para utilização nas grandes empresas de Rio de Janeiro.
Nessa época o navio figurava como o que mostrava mais sinais de desgaste na frota, no entanto foi mantido a navegar até os anos 50, período em que fica conhecido pela alcunha de "submarino", por força da má estabilidade e pelo assentuado ângulo de banda que descrevia, permitindo a entrada de água através das vigias do costado. Mesmo assim continuou em serviço até 1951, colocado na linha entre o Rio de Janeiro e os portos nordestinos, ainda queimando carvão, a 6 nós de velocidade, sendo tripulado por 36 profissionais resistentes aos extenuantes esforços, que os obrigava a dura faina com a máquina a carvão.
Vendido para demolir no Rio de Janeiro em Março de 1959.

navio ITAOCA
1892-1894
Cttor.: J. & G Thomson, Ltd., Clydebank, Escócia, 16.02.1892
Arq.: Tab 1.306,00 tons - Tal 692,00 tons - Porte 1.205 tons
Dimensões : Pp 85,34 mts - Boca 10,97 mts – Pontal 3,11 mts
Máq.: J. & G. Thomson, Ltd., 1892 - 2:Te - 315 Nhp - 14-16 m/h
Sofreu um grave incêndio em estaleiro no Rio de Janeiro, durante trabalhos de manutenção a 17 de Dezembro de 1893, sendo praticamente consumido pelo fogo. Amarrado no mesmo estaleiro, viria a afundar-se durante o ano de 1894.

navio ITAIPÚ
1892-1897
Cttor.: J. & G Thomson, Ltd., Clydebank, Escócia, 03.1892
Arqueação : Tab 1.306,00 tons - Tal 692,00 tons
Dimensões : Pp 85,34 mts - Boca 10,97 mts - Pontal 3,11 mts
Máq.: J. & G. Thomson, Ltd., 1892 - 2:Te - 315 Nhp - 14-16 m/h
Transferido para a Marinha do Brasil em 1897, mudou o nome para “Carlos Gomes”. Abatido à esquadra, foi demolido no Brasil em 1923.

navio ITANEMA
1893-1943
Cttor.: Hawthorn Leslie & Co. Ltd., Newcastle, Escócia, 04.1891
ex “Upanema”, Salinas Mossoro Assú, Brasil, 1891-1893
Arqueação : Tab 813,00 tons - Tal 553,00 tons
Dimensões : Pp 62,48 mts - Boca 9,51 mts - Pontal 4,36 mts
Máq.: Ross & Duncan, Glasgow, 1891 - 1:Te - 3:Ci - 87 Nhp - 9 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro no 4º trimestre de 1943.

navio ITAIPAVA
1895-1948
Construtor : Scott & Co., Greenock, Escócia, 09.1891
ex “Ondina”, Compª. de Paquetes Brasil Oriental, Rio, 1891-1895
Arqueação : Tab 904,00 tons - Tal 707,00 tons
Dimensões : Pp 70,32 mts - Boca 10,12 mts - Pontal 4,18 mts
Máq.: Scott & Co., Greenock, 1891 - 1:Te - 3:Ci - 101 Nhp - 9 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro a 16 de Outubro de 1948.

navio ITAPACY
1895-1945
Construtor : Scott & Co., Greenock, Escócia, 10.1891
ex “Guanabara”, Compª. de Paq. Brasil Oriental, Rio, 1891-1895
Arqueação : Tab 914,00 tons - Tal 717,00 tons
Dimensões : Pp 70,23 mts - Boca 10,15 mts - Pontal 4,18 mts
Máq.: Scott & Co., Greenock, 1891 - 1:Te - 3:Ci - 101 Nhp - 9 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro no 4º trimestre de 1945.

navio ITAITUBA
1895-1948
Construtor : Scott & Co., Greenock, Escócia, 1891
ex “Coritiba”, Compª. de Pqts. Brasil Oriental, Rio, 1891-1895
Arqueação : Tab 913,00 tons - Tal 717,00 tons
Dimensões : Pp 70,32 mts - Boca 10,12 mts - Pontal 4,18 mts
Máq.: Scott & Co., Greenock, 1891 - 1:Te - 3:Ci - 101 Nhp - 10 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro a 16 de Outubro de 1948.

navio ITAPERUNA
1895 -1948
Construtor : Scott & Co., Greenock, Escócia, 07.1891
ex “Tramandahy”, Compª. de Pqts. Brasil Oriental, Rio, 1891-1895
Arqueação : Tab 909,00 tons - Tal 713,00 tons
Dimensões : Pp 70,41 mts - Boca 10,06 mts - Pontal 4,08 mts
Máq.: Scott & Co., Greenock, 1891 - 1:Te - 3:Ci - 101 Nhp - 9 m/h
Vendido para demolir no Rio de Janeiro no 4º trimestre de 1948.

(*) Fico muito feliz por lembrar e citar Dorival Caymmi, personalidade que tive a sorte e o privilégio de conhecer pessoalmente durante a sua última visita a Portugal, durante o mês de Fevereiro de 1993. Com ele conversei sobre os mais variados assuntos, valorizando os meus conhecimentos, através da sua extraordinária experiência de vida. De cariz culto e afável, recordo com saudade a enorme grandeza da sua simplicidade de génio.

(Continua)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Navios da frota costeira do Brasil (1)


O Brasil celebrou recentemente mais um aniversário sobre a data da independência, que se a memória não me atraiçoa, teve lugar no passado dia 7 deste mês. Para prestigiar o acontecimento, ocorreu-me dedicar algum tempo a uma das grandes empresas marítimas do país, a Companhia Nacional de Navegação Costeira, que por coincidência foi fundada por emigrantes portugueses; os irmãos Lage. Na oportunidade, devo igualmente salientar da importância na colaboração para esta pesquisa, dum novo companheiro e velho colega de profissão, que zela com enorme carinho e infindável interesse o conhecimento e a divulgação das histórias do mar, dos navios e das suas navegações. Também ele filho de emigrantes portugueses, o Nelson Carrera, Santista dos sete costados, divide paixões entre as frotas de ambos os países. Daqui lhe envio um abraço de amizade e agradecimento, do tamanho do Atlântico, que nos une e que nos separa.

Companhia Nacional de Navegação Costeira
Navios da propriedade dos Irmãos Lage
Avenida Rodrigues Alves, 303, Rio de Janeiro

navio ITABIRA
1891-1924
Construtor : Scott & Co., Greenock, Escócia, 1888
ex “Cabral”, Megaw & Norton, Rio de Janeiro, 1888-1891
Arqueação : Tab 753,00 tons - Tal 467,00 tons
Comprimentos : Pp 70,44 mts - Boca 10,09 mts - Pontal 3,90 mts
Máq.: Scott & Co., 1888 - 1:Te - 3:Ci - 101 Nhp - 9 m/h
Sem rasto após 1924. Eventualmente vendido para demolir.

navio ITACOLOMI
1891-1931
Construtor : T. & W. Smith, North Shields, Escócia, 1889
ex “Antoinette”, J.H. Spangenberg, Uruguai, 1889-1891
Arqueação : Tab 738,00 tons - Tal 569,00 tons
Comprimentos : Pp 68,28 mts - Boca 10.36 mts - Pontal 2,90 mts
Máq.: E. Scott & Co., 1889 - 2:Te - 6:Ci - 72 Nhp - 10 m/h
Utilizando uma equipagem de 27 tripulantes, efectuou a 1ª viagem para a empresa com destino aos portos nordestinos, para onde transportava produtos manufacturados. Nas viagens de regresso ao Rio, carregava entre outra mercadoria açúcar e algodão. Foi desactivado em 1927, permanecendo amarrado até 1931. Transformado em pontão, funcionou como depósito de carvão, que servia para abastecer os restantes navios da frota. Supostamente encalhado durante o ano de 1931 para demolir.

Navios do Governo do Estado do Maranhão,
sob operação da Companhia Nacional de Navegação Costeira
Registo no Maranhão (São Luiz?)

navio ITAPECURÚ
1924-1936
Construtor : Napier & Miller, Ltd., Glasgow, Escócia, 10.1912
ex “Cururupu”, J. Pollock, Sons & Co., Faversham, 1912-1924
Arqueação : Tab 753,00 tons - Tal 467,00 tons
Comprimentos : Pp 61,02 mts - Boca 10,12 mts - Pontal 3,23 mts
Máq.: Miller & Macfie, Ltd., 1912 - 2:Cp - 4:Ci - 114 Nhp - 9 m/h
Eventualmente vendido para demolir no Brasil em 1936.

navio ITAPEVA
1924-1936
Construtor : Napier & Miller, Ltd., Glasgow, Escócia, 07.1912
ex “Tury-Assú”, J. Pollock, Sons & Co., Faversham, 1912-1924
Arqueação : Tab 759,00 tons - Tal 445,00 tons
Comprimentos : Pp 60,96 mts - Boca 9,81 mts - Pontal 3,23 mts
Máq.: Miller & Macfie, Ltd., 1912 - 2:Cp - 4:Ci - 114 Nhp - 9 m/h
Eventualmente vendido para demolir no Brasil em 1936.

(Continua)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O erro (2) !...


O navio do quadro

Quero que saibam que tal como aconteceu no post anterior, também encontrei esta pintura na net, sem indicações, mas que facilmente se constata tratar-se de um navio a navegar com a bandeira nacional, apresentando no mastro grande uma flâmula com o nome do respectivo armador.

A pintura apresentada sem a assinatura do autor e sem elementos de suporte, permite todavia a fácil identificação do navio, como tendo sido construído em Inglaterra em 1870, pertencer a um armador do Porto, estar registado na Capitania de Lisboa, com o Nº Oficial 414-A. Respondia pelo indicativo internacional de chamada com as letras H.B.N.P., tinha 966,42 tons. de arqueação bruta, 924,75 tons. de arqueação liquida, 64,62 metros de comprimento entre perpendiculares, 10,80 metros de boca e 6,42 metros de pontal.

Muito bonito, mas...

Definido como embarcação de longo curso para operar no serviço comercial, fez uma campanha à pesca do bacalhau, em 1919, sob o comando do distinto Sr. capitão António Marques, situação anormal em função do paupérrimo número de navios disponíveis no país, por força dos ataques e torpedeamentos perpetrados pelos submarinos alemães durante a Iª Grande Guerra.

Sabe-se ainda ter enfrentado um violento temporal, no decurso de uma viagem com passagem pela África do Sul, que obrigou o navio a procurar refúgio no porto da Cidade do Cabo, quase completamente desmastreado, entre muitas outras avarias. A dificuldade em encontrar localmente construtores navais em madeira e a falta de madeira apropriada, provocou a alteração da tipologia do navio de galera para lugre-patacho, para poder completar a viagem.

Por esse motivo, a pintura do navio está incorrecta, pois deveria representá-lo como lugre-patacho, tal como a documentação portuguesa o define, já que os ingleses igualmente o reconhecem como “barquentine”. Já agora, de que navio se trata ?

sábado, 28 de agosto de 2010

O erro !...


Carta náutica do Norte de Portugal

Quero que saibam que encontrei esta carta náutica na Internet, disponibilizada através do site www.raremaps.com, sem preço e com a indicação de ter sido vendida. Confesso a decepção, porque admito que a beleza e a área coberta pela carta, faria qualquer um de nós muito feliz, sabendo-nos possuidor dum achado desta natureza. Não vou negar que fiz uma cópia em papel fotográfico, no tamanho A4, que resultou num quadro muito interessante. Portanto, fica a sugestão para que façam o mesmo, porque a cópia satisfaz e é barata.


Nos elementos que suportam a imagem, constata-te que o original teve origem em Antuérpia, apresentando-se como 1 dos 2 melhores trabalhos cartográficos da responsabilidade do piloto Holandês Lucas Janszoon Waghenaer, de Enchuijsen, com data de 1583. De grande preocupação estética, a carta cobre o espaço compreendido entre o rio Minho, quase chegando à margem direita do rio Mondego.

Mostra-nos também 2 monstros marinhos, 2 naus – sendo que uma é de comércio e a outra é de guerra -, 1 compasso em tons próximos do latão, 2 quadrículas decorativas com informação da escala e texto explicativo, resultados das sondagens e ancoradouros. Numa palavra: “genial”.

Mas… esconde um erro de palmatória, que depois de pensar um pouco julgo imaginar a respectiva causa. Fica portanto um desafio à perspicácia de quem me acompanha nestas deambulações históricas e já agora o porquê, para aquilatar do meu próprio julgamento ! Entretanto, soltem as respostas e boa sorte…

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

E tudo o fogo levou !...


Labaredas de indignação - Recordando o lugre " Hortense "

No final da tarde do dia 4 de Novembro de 1968, o Exmo. Almirante Henrique Tenreiro, reuniu-se no seu gabinete com diversos dirigentes da Organização Corporativa das Pescas, para dar cumprimento à assinatura da escritura de cedência do lugre bacalhoeiro “Hortense”, facto que ficou a dever-se à atitude tomada pelos herdeiros do Sr. Vasco Bensaúde, que a pedido do Delegado do Governo junto dos Organismos das Pescas, decidiram disponibilizar aquele navio para ser transformado em Museu da Pesca.

O local escolhido para servir de ancoradouro ao lugre, era um espaço no porto de Lisboa, anexo às instalações da recém criada Escola Profissional de Pesca, contando para o efeito com a colaboração da Administração Portuária, no sentido de colocar a embarcação em terra e providenciar o necessário suporte técnico.

O “Hortense” revelava-se uma autentica preciosidade, pela consistência demonstrada ao longo de inúmeras campanhas na pesca do bacalhau, realçadas pela beleza de linhas e pelo exímio trabalho de construção do mestre Manuel Maria Bolais Mónica, na Gafanha da Nazaré.

A intenção de implantar o lugre em terra, deveras merecedora dos maiores elogios, além da função específica – um verdadeiro museu das pescas -, seria também um padrão em homenagem ao esforço duma época, evidenciando degrau a degrau a evolução progressiva dos meios de pesca e uma maior estabilidade para armadores e pescadores, cujo destino os colocou no longínquo mar da Terra Nova e da Gronelândia.

O suposto navio museu, previamente denominado Vasco Bensaúde, acabou por não acompanhar o desejo e a vontade dos intervenientes na referida reunião, pois votado ao desinteresse, continuou amarrado no rio Tejo volvidos dois anos e meio.

A 8 de Maio de 1971, por motivo de grande temporal, o lugre garrou do ancoradouro indo encalhar num baixio lamacento e de pouca profundidade, a cerca de duzentos metros em frente das instalações da Companhia União Fabril. Tão depressa o lugre passou de navio a casco abandonado, que serviu a partir dessa altura, a funcionar como local favorito para os pescadores ali fazerem as suas refeições. Infelizmente um refeitório a curto prazo, pois a 27 de Dezembro do mesmo ano, um qualquer descuido dos ocupantes de ocasião, provocou um incêndio a bordo de dimensões incontroláveis, que levou à fatal destruição do navio.

O "Hortense" a navegar de regresso a Lisboa
Imagem de autor desconhecido

Memória comercial do “ Hortense “

Características do navio conforme matrícula em 1929
Armador : Manuel Maria Bolais Mónica, Gafanha da Nazaré
Nº Oficial : 422-F > Iic.: H.O.R.T. > Registo : Aveiro, 1929
Cttor.: Manuel Maria Bolais Mónica, Gafanha da Nazaré, 1929
Arqueação : Tab 373,68 tons > Tal 284,15 tons > Porte 906 tons
Cpmts.: Ff 51,90 mt > Pp 42,40 mt > Bc 9,93 mt > Pontal 5,16 mt
Máquina : Sem motor auxiliar

Navio adquirido em inícios de 1933 pela Parceria Geral de Pescarias, Lisboa, directamente ao construtor pela quantia de Esc. 350.000$00. Embarcação de 3 mastros, tinha proa de beque e popa redonda, com 1 pavimento. A carena encontrava-se forrada com cobre e tinha montado um motor de 9 cilindros para virar o cabrestante.

Características do navio conforme matrícula em 1933
Armador : Parceria Geral de Pescarias, Lisboa
Nº Oficial : 422-F > Iic.: H.O.R.T. > Registo : Lisboa, 1933
Cttor.: Manuel Maria Bolais Mónica, Gafanha da Nazaré, 1929
Arqueação : Tab 373,68 to > Tal 284,15 to > Porte 6.803 quintais
Cpmts.: Ff 51,90 mt > Pp 42,40 mt > Bc 9,93 mt > Pontal 5,16 mt
Máquina : Sem motor auxiliar
Equipagem : 45 tripulantes

Características do navio conforme matrícula em 1934
Nº Oficial : 478-F > Iic.: C.S.G.Q. > Registo : Lisboa, 1934
Arqueação : Tab 373,68 to > Tal 251,58 to > Porte 6.803 quintais
Cpmts.: Ff 51,90 mt > Pp 43,88 mt > Bc 9,93 mt > Pontal 5,16 mt
Máquina : Sulzer, Suíça, 1934 > 1:Di > 4:Ci > 200 Bhp > 6 m/h
Equipagem : 45 tripulantes

Em 1941 o lugre teve autorização para ser colocado no serviço de cabotagem internacional, contudo privado de navegar no Mediterrâneo e sujeito à obrigação de estar presente no porto de Lisboa até 15 de Fevereiro de 1942, devido ao crescendo de operações militares, por força da guerra em curso. Em 1964 passa ao registo de tráfego local, período em que lhe era antecipada a venda ou a correspondente demolição.