Companhia Industrial Portuguesa, Lda.
Largo D. João da Câmara, 11-3º, Lisboa
O n/m " Santa Irene "
O "Santa Irene" - imagem (c) da colecção de FSC
Nº Oficial : 415-F > Iic.: C.S.A.Y. > Registo na Capitania de Lisboa
Construtor: Gebr. Pikkers, Martenshock, Holanda, Abril de 1921
ex "B.W.F." - Gebr. Pikkers, Groningen, Holanda, 1921-1923
ex "Agnes Kolln" - Rederi H. Kolln, Alemanha, 1923-1924
ex "Angelin" - Rederi R. Bornhofen, Alemanha, 1924-1928
ex "Santa Iria" - Companhia Veleira, Lisboa, 1928-1930
Arqueação : Tab 519,75 tons > Tal 339,33 tons
Cpmts.: Ff 53,68 mt > Pp 50,59 mt > Bc 7,53 mt > Ptl 3,14 mt
Máquina : Nolden & Bulder, 1920 > 1:Te > 325 Ihp > 8 m/h
Afundado a tiros de canhão pelo submarino Inglês "Taurus" em 13.04.1943, entre as ilhas de Elba e da Córsega, na posição 42º18'N 09º52'E, vitimando 15 dos 16 elementos que compunham a tripulação do navio, todos eles oriundos de Ílhavo.
O submarino Inglês "Taurus"
Largo D. João da Câmara, 11-3º, Lisboa
O n/m " Santa Irene "
O "Santa Irene" - imagem (c) da colecção de FSCNº Oficial : 415-F > Iic.: C.S.A.Y. > Registo na Capitania de Lisboa
Construtor: Gebr. Pikkers, Martenshock, Holanda, Abril de 1921
ex "B.W.F." - Gebr. Pikkers, Groningen, Holanda, 1921-1923
ex "Agnes Kolln" - Rederi H. Kolln, Alemanha, 1923-1924
ex "Angelin" - Rederi R. Bornhofen, Alemanha, 1924-1928
ex "Santa Iria" - Companhia Veleira, Lisboa, 1928-1930
Arqueação : Tab 519,75 tons > Tal 339,33 tons
Cpmts.: Ff 53,68 mt > Pp 50,59 mt > Bc 7,53 mt > Ptl 3,14 mt
Máquina : Nolden & Bulder, 1920 > 1:Te > 325 Ihp > 8 m/h
Afundado a tiros de canhão pelo submarino Inglês "Taurus" em 13.04.1943, entre as ilhas de Elba e da Córsega, na posição 42º18'N 09º52'E, vitimando 15 dos 16 elementos que compunham a tripulação do navio, todos eles oriundos de Ílhavo.
O navio saído de Lisboa no dia 23 de Março, transportou um carregamento de trigo consignado ao governo Suíço, que descarregou no porto de Génova, supostamente o último local de onde a tripulação enviou notícias para casa, com a indicação que estavam todos bem. Depois seguiam para o porto de Civitavecchia, onde esperavam receber novo carregamento destinado a Lisboa.
Por força do ataque do submarino "Taurus", inesperado e brutal, apenas o tripulante António Henrique Tróia, conseguiu sobreviver ao ser resgatado e transportado por um navio-hospital Italiano para o porto de Génova. Entre as vitimas encontravam-se o capitão Manuel dos Santos Marnoto, casado, de 44 anos, deixando dois filhos menores a frequentar o 3º e o 5º ano de escolaridade no Liceu de Aveiro. O imediato Paulo Francisco do Bem, casado, de 45 anos, deixou uma filha menor. Os dois oficiais estavam consorciados com duas irmãs, sendo que ambas tinham igualmente a bordo o irmão Henrique Gonçalves Vilão, de 27 anos de idade.
Pereceram também no naufrágio, na impossibilidade de acorrer e utilizar as baleeiras do navio, os tripulantes José Simões Vagos, casado, de 36 anos, com 5 filhos menores e a esposa gravemente doente. Joaquim André Senos "o Carriço", casado, de 38 anos, com 3 filhos. António Menício Proia, casado, de 35 anos e Manuel Pereira da Silva, viúvo, de 37 anos, com 2 filhos.
Por força do ataque do submarino "Taurus", inesperado e brutal, apenas o tripulante António Henrique Tróia, conseguiu sobreviver ao ser resgatado e transportado por um navio-hospital Italiano para o porto de Génova. Entre as vitimas encontravam-se o capitão Manuel dos Santos Marnoto, casado, de 44 anos, deixando dois filhos menores a frequentar o 3º e o 5º ano de escolaridade no Liceu de Aveiro. O imediato Paulo Francisco do Bem, casado, de 45 anos, deixou uma filha menor. Os dois oficiais estavam consorciados com duas irmãs, sendo que ambas tinham igualmente a bordo o irmão Henrique Gonçalves Vilão, de 27 anos de idade.
Pereceram também no naufrágio, na impossibilidade de acorrer e utilizar as baleeiras do navio, os tripulantes José Simões Vagos, casado, de 36 anos, com 5 filhos menores e a esposa gravemente doente. Joaquim André Senos "o Carriço", casado, de 38 anos, com 3 filhos. António Menício Proia, casado, de 35 anos e Manuel Pereira da Silva, viúvo, de 37 anos, com 2 filhos.
Do pouco que se pode dizer em relação à história deste navio, regista-se o afundamento inglório na situação que se designa como abatido acidentalmente por fogo amigo (se é que existe!) numa condição de navio de país neutro em período de guerra, iluminado e perfeitamente identificável através das inscrições do nome e nacionalidade pintadas no casco, como a gravura documenta. Mais se lamenta que do submarino, supostamente após ter sido constatado o engano, tenha abandonado o local do ataque, não providenciando a exigível ajuda à equipagem embarcada, em clara anuência de culpa em função do erro cometido.